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PSB perde espaço no alto escalão do governo Lula com saída de Flávio Dino para o STF

O ainda ministro da Justiça Flávio Dino, filiado ao PSB, será substituído por Ricardo Lewandowski; com a mudança, número de cadeiras ocupadas pelo partido cai de três para duas

A saída de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a nomeação de Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça e Segurança Pública reduzirá o número de cadeiras ocupadas pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) no alto escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a troca na Justiça, que é uma das pastas mais importantes da Esplanada dos Ministérios, o partido ingressará no rol de legendas que têm apenas dois ministros: PDT, de Carlos Lupi e Waldez Góes, e União Brasil, de Celso Sabino e Juscelino Filho. Portanto, o PSB perderá força diante de PSD e MDB, que têm três ministros cada, e do PT. O partido do presidente detém seis ministérios, entre eles o da Educação e o da Fazenda, que têm Camilo Santana e Fernando Haddad à frente.

A redução do espaço do PSB não é o único revés sofrido pela sigla desde o início do governo Lula. Na minirreforma ministerial que culminou com mudanças no Esporte, no Turismo e nos Portos e Aeroportos, o partido acabou escanteado. Na ocasião, o então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB), perdeu o posto para o à época deputado Silvio Costa Filho; a mudança garantiu a entrada do Republicanos no governo para ampliar a base de apoio de Lula no Congresso Nacional. Para França, Lula criou um novo ministério, o 38º da gestão: Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

A troca prevista no Ministério da Justiça desde a indicação de Dino ao Supremo Tribunal Federal pode ser a primeira de uma série de mudanças que o presidente Lula deve realizar na Esplanada em 2024. A próxima troca esperada é na Secretaria-Geral da presidência da República; a pasta, com status de ministério, é atualmente chefiada por Márcio Macêdo, que deve deixá-la para disputar a prefeitura de Aracaju, em Sergipe, neste ano.

Saiba quais são os partidos que compõem o alto escalão do governo Lula:

PCdoB:
Luciana Santos — Ciência, Tecnologia e Inovação;

PRD:
José Múcio — Defesa;

PP:
André Fufuca — Esporte;

Rede:
Marina Silva — Meio Ambiente e Mudança do Clima;

Republicanos:
Silvio Costa Filho — Portos e Aeroportos;

PDT:
Carlos Lupi — Previdência Soci;
Waldez Góes — Integração e Desenvolvimento Regional;

União Brasil:
Celso Sabino — Turismo;
Juscelino Filho — Comunicações;

PSB:
Geraldo Alckmin — Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
Márcio França — Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte;

PSD:
Alexandre Silveira — Minas e Energia;
André de Paula — Pesca e Aquicultura;
Carlos Fávaro — Agricultura e Pecuária;

MDB:
Jader Filho — Cidades;
Renan Filho — Transportes;
Simone Tebet — Planejamento e Orçamento;

PT:
Camilo Santana — Educação;
Cida Gonçalves — Mulheres;
Fernando Haddad — Fazenda;
Luiz Marinho — Trabalho e Emprego;
Paulo Teixeira — Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
Wellington Dias — Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;

Sem partido:
Anielle Franco — Igualdade Racial;
Esther Dweck — Gestão e da Inovação em Serviços Públicos;
Margareth Menezes — Cultura;
Mauro Vieira — Relações Exteriores;
Nísia Trindade — Saúde;
Ricardo Lewandowski — Justiça e Segurança Pública;
Silvio Almeida — Direitos Humanos e Cidadania.

Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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