Vacina contra a dengue deve chegar ao SUS até final de 2025, diz secretário de Saúde de MG

Segundo Fábio Baccheretti, há duas possibilidades na mesa: a compra de doses da farmacêutica Takeda ou a vacina em desenvolvimento pelo Butantan

O secretário de Saúde, Fábio Baccheretti

O secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, projeta que a vacina contra a dengue deve chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS) até o final de 2025. A informação foi repassada a ele durante reunião do Ministério da Saúde com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A entidade é presidida pelo secretário mineiro.

De acordo com Baccheretti, há uma negociação em curso para a compra da vacina da farmacêutica Takeda. Porém, o custo atual é de R$ 180 por dose, valor considerado “muito caro” pelo secretário. Outra alternativa é a vacina em desenvolvimento pelo Instituto Butantan, cuja perspectiva é que esteja pronta até o fim de 2025.

“A expectativa é que [seja disponibilizada a vacina à população] no final de 2025, se avançar a vacina do Butantan. Se conseguirmos um valor menor para essa vacina da Takeda, a gente pode conseguir incorporar isso antes”, afirmou Baccheretti, citando 2024 como horizonte.

O secretário de Saúde avalia que a vacina contra a dengue vai mudar o panorama de enfrentamento à doença, reduzir internações e óbitos e diminuir os custos para o poder público. Ele ressalta, no entanto, que há outras “armas” para enfrentar a dengue.

“Em Minas, por exemplo, temos mosquitos com a bactéria Wolbachia. A biofábrica está sendo construída e deverá ficar pronta em agosto do próximo ano. Também temos a atuação de drones para aplicação de larvicida em vários locais do estado”, concluiu o secretário.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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