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Reajuste dos professores de Minas é aprovado em 1° turno por deputados

Texto estabelece aumento de 12,84%; Assembleia Legislativa pode promover votação em 2° turno ainda nesta semana

Os deputados estaduais de Minas Gerais aprovaram, nesta terça-feira (27), o projeto de lei (PL) que concede reajuste de 12,84% aos profissionais da rede estadual de educação. O texto foi votado em primeiro turno e, agora, precisa de novo aval dos parlamentares antes de seguir para sanção do governador Romeu Zema (Novo). A expectativa é que o segundo turno em plenário aconteça na quinta-feira (29).

A ideia é que o aumento seja retroativo a janeiro. O texto garante equiparação proporcional em Minas Gerais, de acordo com o número de horas trabalhadas, ao piso nacional da educação. Cinquenta e sete parlamentares votaram favoravelmente à proposta. Não houve manifestações contrárias.

Deputados comentam

A autorização legislativa para a aplicação do reajuste foi celebrada por deputados ligados aos servidores da educação.

Segundo Macaé Evaristo, do PT, o aval ao texto aconteceu depois de um processo “muito delicado” de negociações.

“O que deveria ser um procedimento regular, com adequação anual do piso salarial, aqui, para acontecer, precisa de muita luta e mobilização sindical, dos trabalhadores, com audiências públicas”, disse.

Segundo Cássio Soares (PSD), um dos líderes governistas da Assembleia, o cumprimento do piso proporcional repara uma “dívida” do Executivo com o professorado.

“Daqui para a frente, não podemos falar só em piso. Temos de ir além. É claro que, com o estado crescendo economicamente, temos de ter a possibilidade de não falar apenas em piso – e valorizar o professor”, vislumbrou, citando também lacunas nas carreiras dos profissionais das universidades estaduais.

Emenda para a segurança

Ao contrário do que aconteceu na tramitação do projeto nas comissões temáticas da Assembleia, não houve a apresentação de emenda para estender o aumento de 12,84% aos trabalhadores da segurança pública.

Segundo Sargento Rodrigues (PL), a emenda será novamente apresentada no segundo turno.

Os agentes policiais cobram recomposição salarial de 35,44% e veem, nos 12% oferecidos pelo governo aos professores uma forma de reivindicar parte de seus pleitos.

Segundo Rodrigues, a emenda ao PL da Educação será a "última cartada” das forças de segurança antes do recesso parlamentar de meio de ano.

“O mais importante é sabermos que a emenda poderá chegar a 31 assinaturas. É um gesto que vai demonstrar a força da emenda quando ela chegar ao plenário”, projetou.

Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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