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‘Sem adesão ao plano de Recuperação, Minas entra em colapso’, diz vice-governador

Vice-governador Mateus Simões (Novo) afirmou que sem adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), estado teria aumento de R$ 10 bilhões no custeio e ficaria inviável

A adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) junto ao governo federal foi apontada pelo vice-governador Mateus Simões (Novo) como fundamental para que o governo Zema não entre em colapso financeiro.

Em entrevista à Itatiaia nesta quinta-feira (1º), o vice-governador afirmou que sem o refinanciamento, o governo estadual passaria a ter que desembolsar cerca de R$ 10 bilhões no custeio.

“Estamos falando de um adicional de quase R$ 10 bilhões no custeio do estado se não formos inseridos no plano de Recuperação Fiscal. Precisamos da autorização de adesão. Cumprir as outras etapas podemos fazer com tempo, mas o que tem prazo é a aprovação da adesão, que depende da manifestação da Assembleia”, disse Simões.

Divergência em prazos

O vice-governador explicou que existe uma divergência entre o governo federal e o governo estadual sobre os prazo para que Minas conclua o processo de adesão ao RRF.

“Nós apresentamos no início da semana nosso novo plano de reestruturação, já está com a Secretaria do Tesouro Nacional para análise. E lá defendemos que o nosso prazo não é julho, mas dezembro. Por que a divergência? O governo federal entende que o prazo conta de quando nós pedimos, em julho, e nós defendemos que ele conta quando eles diferiram, em dezembro. Porque temos que ter 12 meses de empréstimo ponte e só tive seis meses até agora. Mas uma coisa é certa, seja julho ou dezembro, sem a aprovação do refinanciamento as finanças de Minas entram em colapso”, afirmou Simões.

Eustáquio Ramos é repórter e apresentador da Itatiaia
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