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Bolsa Família: após ‘limpa’ em cadastros irregulares, governo inclui 800 mil famílias

Belo Horizonte procura por famílias em situação de vulnerabilidade, que poderiam mas não estão incluídas no cadastro

O governo federal incluiu cerca de 800 mil novas famílias no Bolsa Família, depois de ter feito uma “limpa” no cadastro e retirado do programa cerca de 1,5 milhão que não tinham direito ao benefício. A informação foi confirmada pelo secretário nacional de Assistência Social, André Quintão (PT), nesta quinta-feira (19).

A retirada das famílias do programa se deu a partir de cruzamentos de bases de dados da Receita Federal e da Previdência Social, o que permitiu que houvesse uma melhor destinação dos recursos do programa.

“Nacionalmente, no primeiro cruzamento, com sistemas existentes da Receita Federal da Previdência Social, nós identificamos 1,5 milhão de famílias no Brasil que deveriam estar fora do programa. Essas famílias saíram e 800 mil que tinham direito entraram”, afirmou Quintão.

De acordo com o secretário, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que coordena o programa Bolsa Família entrou em uma segunda fase, para tentar encontrar famílias que têm direito ao benefício, mas estão excluídas do processo, e outras pessoas que seguem recebendo os recursos, mas não se enquadram nos critérios.

“Agora entramos na nova fase, de busca de atualização dos chamados cadastros unipessoais. Houve uma explosão no cadastramento pessoais houve uma explosão de cadastramento de uma pessoa só, principalmente no período pré-eleitoral, passando de 13% para 26%. Isso precisa ser verificado e corrigido”, afirmou.

“Há, também, aquelas pessoas de comunidades mais distantes que não estão no Bolsa Família. Essa é a lógica: quem precisa entra e quem não deveria estar dentro sai”, disse.

Quintão esteve em Belo Horizonte para se reunir com o prefeito Fuad Noman (PSD) e representantes da secretaria de Assistência Social. De acordo com a secretária Rosilene Rocha, a cidade está ampliando a busca por moradores que podem ser incluídos no Bolsa Família por meio da chamada busca ativa.

“Estamos fazendo as revisões cadastrais, por solicitação do ministério, e estamos fazendo a busca ativa daquelas famílias que, por ventura, têm direito e não têm acesso à informação e não nos procuram”, diz.

Nesse processo, além das equipes de assistência social, a prefeitura recebe sugestões de outras instituições, como as escolas, que acabam indicando famílias em situação de vulnerabilidade que poderiam receber o benefício de R$ 600 mensais.

“Nós temos, por exemplo, populações de rua, migrantes refugiados, crianças em situação de trabalho infantil. Esses três públicos são fundamentais que estejam no CADÚnico, que é acessado automaticamente pelo Bolsa Família”, explica.

Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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