O período pós-operatório é uma das fases mais críticas para a recuperação de cães e gatos, e por isso exige muita atenção dos tutores. Embora a roupa cirúrgica tenha se tornado a
A vigilância deve ser constante: “A roupa cirúrgica não é uma ‘blindagem’ autossuficiente. Se não houver manejo correto, ela pode esconder uma infecção em estágio inicial que só será percebida quando o quadro já estiver grave”, diz Jorge Castro, médico-veterinário cirurgião e ex-presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária (CBCAV),
A Itatiaia listou os cinco erros mais comuns que colocam em risco a saúde do pet:
1. Escolher tecidos que não respiram
Muitos tutores escolhem tecidos sintéticos ou de algodão muito grosso, mas a
2. Falta de higiene e rodízio da peça
Manter a mesma roupa durante todos os 10 dias de recuperação é um erro gravíssimo, pois a peça acumula secreções e poeira. A recomendação dos manuais de Enfermagem Veterinária é que o tutor tenha pelo menos duas
“A higienização deve ser diária se houver qualquer sinal de secreção. Uma roupa suja em contato com uma ferida aberta é uma porta de entrada para microrganismos na corrente sanguínea”, alertam especialistas do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).
3. Comprar o tamanho incorreto
Uma roupa muito apertada causa fricção nos pontos e pode gerar inflamação. E se estiver larga, o cão lamberá a ferida por baixo do tecido. O Ronaldo Lucas, especialista em infectologia animal e professor da USP, explica que o ajuste deve ser perfeito para evitar o “ciclo de lambedura": “O animal tenta lamber a ferida porque o tecido mal ajustado causa incômodo, e a saliva carrega uma carga bacteriana que rompe a barreira da sutura”.
4. Deixar a peça úmida
Se o cão se molhar ou a roupa ficar úmida após o animal deitar em superfícies frias, ela deve ser trocada imediatamente, pois a umidade “amolece”
5. Não inspecionar a ferida diariamente
O tutor deve abrir a peça pelo menos duas vezes ao dia para checar o