Quase um ano após criação, SinPatinhas acumula mais de um milhão de pets cadastrados

Cadastro é gratuito e pode ser feito pelo site do programa, por meio de uma conta gov.br

Cadastro é gratuito e pode ser feito pelo site do programa, por meio de uma conta gov.br

Mais de um milhão de pets já receberam uma carteira de identidade no Brasil desde a criação do Sistema do Castrado Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas).

Os números são do Ministério do Meio Ambiente, que pretende usar dados como esse para orientar políticas públicas voltadas ao bem-estar animal.

“Queremos ampliar a quantidade de estabelecimentos veterinários e médicos veterinários que estão registrados e atuam no SinPatinhas, para que todos possam registrar os procedimentos de castração, microchipagem e o lançamento das doenças”, afirma Vanessa Negrini, diretora de direitos animais do Ministério do Meio Ambiente.

Criado pelo Governo Federal em abril de 2025 para reunir informações sobre os animais de estimação no país, o SinPatinhas é uma espécie de RG Animal que inclui um QR Code. Esse código pode ser fixado na coleira e permite que, em caso de perda, qualquer pessoa consiga localizar o tutor e ajudar o pet a voltar para casa.

O cadastro é gratuito e pode ser feito pelo site do programa, por meio de uma conta gov.br. Ele inclui informações detalhadas sobre os tutores (identidade, CPF, endereço) e os animais (espécie, raça, idade, vacinas, doenças). ONGs e municípios também podem cadastrar os animais sob sua responsabilidade e emitir a carteirinha de identificação.

Além dos dados, é inserida uma foto do animal, e então é gerado um documento único e intransferível, que deve acompanhar o animal por toda a vida, como informações sobre localização, em caso de desaparecimento, por exemplo.

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Segundo o governo federal, iniciativas semelhantes já existem no país, mas de forma descentralizada, obrigando os proprietários a preencherem dados repetidos em diferentes sistemas. A proposta pretende integrar informações e simplificar processos, além de permitir a melhor execução de políticas voltadas à proteção dos animais.

Uma vez cadastrados, os tutores poderão também receber informações sobre campanhas do governo para castração, vacinação e microchipagem.

“Os dados pessoais dos tutores não ficarão públicos. Apenas informações gerais, como o total de animais registrados e castrados, serão divulgadas”, de acordo com o governo federal.

Os dados pessoais dos tutores são protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas em caso de pets microchipados perdidos, o microchip implantado no animal ou o QR Code da coleira permite o contato com o tutor no número autorizado por ele mesmo.

A lei que autoriza a criação do RG animal foi sancionada em dezembro de 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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