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Conheça sinais sutis de que seu coelho pode estar doente

Coelhos exigem atendimento por profissionais especializados em animais silvestres e exóticos, pois medicamentos comuns para pets tradicionais podem ser tóxicos

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Um dos maiores perigos para coelhos é a estase gastrointestinal • Shutterstock

Diferente de cães e gatos, os coelhos são animais "presa" na natureza, o que os tornou mestres em esconder qualquer sinal de dor ou vulnerabilidade. Para um tutor, identificar que um coelho está doente exige um olhar atento a mudanças comportamentais mínimas. Quando um sinal se torna óbvio, a doença geralmente já está em estágio avançado.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o metabolismo dos coelhos é extremamente acelerado, o que faz com que problemas de saúde evoluam de forma crítica em poucas horas. Um coelho que para de comer, por exemplo, não está apenas "sem apetite", mas em uma possível emergência médica.

O reconhecimento da dor em coelhos também passa pela observação da postura e de sons atípicos. O ranger de dentes, por exemplo, pode ser confundido com um "ronronar" de felicidade, mas quando é alto e persistente, indica sofrimento intenso.

A médica veterinária especialista em animais exóticos, Selene Sanches, explica em materiais de orientação que a "postura de dor" é outro indicativo sutil. "O coelho doente tende a ficar encolhido, com os olhos semicerrados e a barriga pressionada contra o chão, evitando se movimentar ou interagir com o tutor", destaca a especialista.

Além disso, alterações na rotina de higiene são sinais de alerta. Um coelho saudável passa boa parte do dia se limpando. Se os pelos começam a ficar opacos, eriçados ou sujos de urina e fezes na região traseira, é sinal de que ele não tem forças ou sente dor ao se dobrar para realizar a limpeza. Como animais extremamente limpos, qualquer desleixo com a pelagem indica que o bem-estar está comprometido.

Em caso de necessidade de atendimento, tutores devem se lembrar que coelhos exigem atendimento por profissionais especializados em animais silvestres e exóticos, pois medicamentos comuns para pets tradicionais podem ser tóxicos para eles.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.