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Cães de Cauã Raymond envenenados por chumbinho: veterinária explica sintomas e o que fazer nesses casos

Segundo especialista, é frequente na rotina hospitalar a presença de animais envenenados

O ator Cauã Reymond emocionou a web nesse sábado com a notícia da morte de um dos seus cachorros que foram envenenados. Na sexta-feira (7), o ator havia relatado que dois animais de estimação haviam sido envenenados e estavam à beira da morte.

Segundo a médica veterinária clínica e anestesiologista Carolina Cobério, o envenenamento de animais não é um caso raro na rotina hospitalar. “Infelizmente, vemos com muita frequência”, afirma Cobério. Ela lembra que a atitude é crime, assim como a venda de chumbinho, veneno normalmente usado nesse tipo de ação.

De acordo com a veterinária, o chumbinho é uma associação de substâncias tóxicas. “Normalmente, envolve organofosforados, carbamato e, em algumas situações, há a presença de substâncias anticoagulantes, que vão causar hemorragia.”

Como saber se o seu pet foi envenenado?

Segundo a especialista, os sintomas podem variar muito, pois o chumbinho é uma mistura de elementos "É possível encontrar mioclonia, que é o movimento involuntário dos músculos; cialorreia, que é a produção exagerada de saliva, ou seja, o animal saliva muito, baba; vômito, diarreia, diarreia com muito muco, e com sangue, se a gente tiver o componente anticoagulante envolvido nessa mistura”, afirma.

O que o tutor deve fazer, caso suspeite de envenenamento?

Cobério explica que, no primeiro sinal de suspeita, o tutor deve procurar atendimento veterinário imediatamente. Alerta, ainda, que não se deve administrar nenhuma substância ou tomar qualquer media em casa. “O tratamento para intoxicação por chumbinho é possível, desde que o animal seja prontamente atendido”, diz.

Qual é o tratamento?

Carolina Cobério explica que o tratamento é feito em ambiente hospitalar. Nesse contexto, o animal recebe medicação reversora dos sintomas, é submetido a uma lavagem gástrica, recebe tratamento de suporte e fluidos, além de medicações para tentar eliminar as substâncias que ainda estejam no trato digestivo. “Esse tratamento, no entanto, é hospitalar. Isso quer dizer que o paciente tem que ficar internado e mantido em observação até que todos os sinais clínicos estejam extintos.”

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Jornalista há 15 anos, com experiência em impresso, online, rádio e assessoria de comunicação
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