O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta qurata-feira (28) que o tempo de negociação sobre o programa nuclear do Irã “se esgotou”. Por outro lado, a República Islâmica se nega a dialogar sob ameaça.
Em mensagem na própria rede social, a Truth Social, Trump não mencionou os protestos que acontecem no país do Oriente Médio, mas afirmou que o
“Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo - SEM ARMAS NUCLEARES - um acordo que seja bom para todas as partses. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse o Irã uma vez, FAÇAM UM ACORDO! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente”, escreveu
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Porém, Teerã descarta negociar sobre ameaça de operações militares e tenta conseguir apoio entre os países árabes. “Conduzir a diplomacia mediante ameaças militares não pode ser eficaz, nem útil”, disse o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.
A Turquia aconselhou os Estados Unidos a dialogarem. Já a Arábia Saudita prometeu ao Irã que não permitiria o lançamento de ataques contra a República Islâmica de seu território.
Irã ‘responderá como nunca antes’ em caso de ataque dos EUA
Após a declaração de Trump, a missão do
“O Irã está pronto para um diálogo com base no respeito mútuo e nos interesses comuns — MAS, SE FOR PRESSIONADO, IRÁ SE DEFENDER E RESPONDERÁ COMO NUNCA ANTES!”, escreveu a missão em uma redes social, ao lado de uma captura de tela da ameaça feita pelo republicano.
Envio de porta-aviões dos EUA ao Oriente Médio
O Comando Central (Centcom), responsável pelas operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio anunciou, na última terça (27), a chegada de uma força militar na região.
O Centcom não revelou a localização exata do
Correspondentes da AFP relataram que novos outdoors instalados em Teerã mostram o Irã atacando um porta-aviões dos Estados Unidos e frases do líder supremo, Ali Khamenei, denunciando Washington.
* Com informações da AFP