Nipah: Índia confirma dois casos da doença, mas diz que situação está controlada

Vírus tem alto índice de letalidade e tem contaminação feita por animais ou entre humanos

Vírus já atingiu o país durante epidemia em 2023

Dois casos da doença Nipah foram confirmados nesta quarta-feira (28) no estado da Bengala Ocidental, na Índia. As autoridades indianas anunciaram uma “contenção oportuna” do vírus

“Implementamos medidas reforçadas de vigilância, testes de laboratório e investigações de campo, o que permitiu a contenção oportuna dos casos”, afirmou o Ministério da Saúde indiano em um comunicado divulgado nessa terça-feira (27).

“A situação está sob vigilância constante e foram adotadas todas as medidas de saúde pública necessárias”, acrescenta a nota, que cita ainda a localização de 196 contatos relacionados com os casos e que todos testaram negativo. O estado de saúde dos contaminados não foi revelado.

O Nipah é transmitido de animais para humanos e não tem vacina. A taxa de mortalidade da doença varia entre 40% e 75%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na Índia, o primeiro surto do Nipah foi registrado também na Bengala Ocidental, em 2001. Em 2018, pelo menos 17 pessoas morreram devido ao Nipah em Kerala e, em 2023, duas pessoas faleceram em consequência do vírus, no mesmo estado do sul do país.

Quais os sintomas do vírus Nipah?

O vírus, transmitido por animais, como o morcego, ou entre seres humanos, pode afetar o sistema nervoso central e gerar diversas inflamações.

O período de incubação, de quando existe a infecção até os sintomas começarem a se manifestar, varia de 4 a 14 dias, estima a OMS. Entretanto, um caso de período de incubação de até 45 dias já foi relatado.

Entre os sintomas causados estão:

  • Alteração do nível de consciência;
  • Convulsão;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Náuseas e vômitos;
  • Possível pneumonia.
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É baixo o risco de que o vírus Nipah alcance regiões diferentes dos casos que já foram identificados, no caso, Malásia, Indonésia e Índia. Entretanto, é possível, caso a transmissão entre humanos aumente, além dos casos de contaminação por animais.

(Sob supervisão de Aline Campolina)

Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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