Onda de frio incomum na Flórida ‘paralisa’ iguanas; entenda fenômeno

Animais caíram de árvores e foram recolhidas por moradores e autoridades locais; estado passa por uma frente fria incomum neste inverno

Onda de frio incomum na Flórida ‘paralisa’ iguanas

Uma onda de frio incomum no estado da Flórida, no Sudeste dos Estados Unidos, “paralisou” iguanas verdes que despencaram das árvores nas ruas. Com baixas temperaturas, cerca de 4ºC a 9ºC, os répteis tiveram o sistema nervoso temporariamente desligado, ficando imobilizados.

O fenômeno já é conhecido pelos moradores do sul da Flórida. Mas, desta vez, ganhou outra dimensão. Autoridades estaduais estão aproveitando as condições climáticas e a vulnerabilidade das iguanas para organizar uma ação de remoção dos animais, considerados uma das espécies invasoras mais problemáticas da região.

Ao Washington Post, o criador de conteúdo digital, Ryan Izquierdo, contou que acordou cedo para participar da “caça às iguanas”, como ele próprio descreveu. O inverno, junto com uma frente fria que levou neve e recordes de temperaturas baixas na Costa Leste dos EUA, criou as condições para a queda dos animais das árvores, onde costumam se abrigar.

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Com os termômetros marcando temperaturas abaixo de 10ºC as iguanas entram em torpor, ou seja, ficam paralisadas e perdem a capacidade de se segurar nos galhos. O resultado disto é uma “chuva” dos animais.

A Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem na Flórida (FWC) emitiu um comunicado autorizando que moradores, mesmo sem licença, recolhessem e transportassem as iguanas até pontos oficias.

A pasta afirmou que os animais serão sacrificados de forma humanitária ou, em alguns casos, encaminhados a locais autorizados para venda legal.

Segundo a FWC, moradores formaram filas nos pontos oficiais de entrega, com sacos e caixas cheios de iguanas. Somente o criados de conteúdo digital, Ryan Izquierdo, afirmou ter levado cerca de 100 animais. “Era um caos. Algumas tinham mais de um metro e meio de comprimento, pareciam dragões”, disse.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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