Hamas diz que criação de comitê para consolidar trégua em Gaza é ´essencial’

Comitê tecnocrático palestino será formado por 15 membros; grupo trabalharia sob a supervisão do Conselho da Paz, órgão previsto no plano de Donald Trump

Imagem aérea mostra destroços de edifícios na Faixa de Gaza

O dirigente do Hamas, Basem Naim, elogiou, nesta quinta-feira (15), a criação de um comitê de especialistas para administrar a Faixa de Gaza após a guerra. Ele afirmou que a medida pode contribuir para consolidar o cessar-fogo no território.

“A formação do comitê é um passo na direção certa”, declarou Naim em comunicado. "É essencial para consolidar o cessar-fogo, impedir um retorno à guerra, enfrentar a catastrófica crise humanitária e preparar uma reconstrução abrangente”, acrescentou.

O Egito, mediador-chave nas negociações indiretas de cessar-fogo entre Israel e Hamas, anunciou a formação de um comitê tecnocrático palestino de 15 membros. O grupo trabalharia sob a supervisão do Conselho da Paz, um órgão previsto no plano de paz do presidente americano Donald Trump.

O Hamas anunciou a disposição do movimento de “entregar a gestão do setor ao comitê nacional de transição”, conforme Naim.

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Segundo o acordo de trégua, o exército israelense recuou de uma “linha amarela” e ainda controla mais da metade do pequeno território na Faixa de Gaza, incluindo a cidade de Rafah, no sul.

O Hamas afirma ser favorável a um governo de unidade palestina, apesar das divergências do grupo com o Fatah, um outro forte movimento palestino.

Cessar-fogo ‘frágil’

O cessar-fogo, que entrou em vigor em 10 de outubro do ano passado, é considerado frágil pelo principal enviado norte-americano, Steve Witkoff.

O acordo está na segunda fase, que consiste na retirada gradual das forças israelenses e na desmilitarização da Faixa de Gaza.

Porém, mais de 100 crianças morreram na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo, segundo dados da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Infância (Unicef). O número é equivalente a uma morte diária durante a trégua.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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