Israel confirmou, nesta quinta-feira (1º), a proibição do acesso de 37 organizações de ajuda humanitária à
Segundo o governo israelense, a decisão é uma resposta à recusa das ONGs em divulgar uma lista com os nomes de seus funcionários. A exigência faz parte de uma nova regulamentação anunciada em março.
De acordo com
Em comunicado, o Ministério da Diáspora israelense afirmou que a principal falha identificada foi a negativa em fornecer informações completas e verificáveis sobre os funcionários das ONGs.
Ainda segundo o ministério, o objetivo da medida é impedir a infiltração de operadores terroristas nas estruturas humanitárias que atuam no território palestino.
A decisão foi criticada pelas Nações Unidas, pela União Europeia e por outros atores da comunidade internacional, que alertam para o risco de agravamento da crise humanitária em Gaza.
Além de Médicos Sem Fronteiras e Oxfam, também estão entre as organizações afetadas o Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC), a World Vision International e a CARE.
Em nota enviada à AFP, a MSF afirmou que adota políticas internas rigorosas para evitar desvios de ajuda ou vínculos com grupos armados.
A organização explicou, no entanto, que não enviou a lista de funcionários por não ter recebido garantias e esclarecimentos sobre o uso dessas informações, classificando o pedido como “preocupante”.
O movimento islamista palestino
Acordo de cessar-fogo
Um cessar-fogo frágil está em vigor na Faixa de Gaza desde outubro, após a ofensiva israelense iniciada em resposta ao ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Apesar do acordo prever a entrada de 600 caminhões de ajuda humanitária por dia, apenas entre 100 e 300 veículos conseguem acessar o território, segundo dados das ONGs e da ONU.
Com agência AFP
(Sob supervisão de Edu Oliveira)