China exige que EUA libertem Maduro e garantam segurança do venezuelano

Ministério chinês pediu para que o governo norte-americano resolva a situação na Venezuela com ‘diálogo e negociação’

Nicolás Maduro

A China exigiu, neste domingo (4), que os Estados Unidos libertem imediatamente Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores. O Ministério das Relações Exteriores do país pediu a segurança do líder venezuelano.

A afirmação foi feita em um comunicado no site do governo. Segundo a Reuters, o ministério chinês pediu para que o governo norte-americano resolva a situação na Venezuela com “diálogo e negociação”.

Para o governo chinês, a ação dos EUA violou o direito e as normas internacionais.

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Prisão de Maduro

A operação dos Estados Unidos que acabou com a prisão de Maduro na Venezuela ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo e dezenas de caças. Até então, as ações estavam concentradas em atacar barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico. Maduro foi capturado em 47 segundos.

Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.

Sem Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assume interinamente o país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.

Maduro foi levado de avião a Nova York, onde chegou na noite deste sábado (3) sob forte escolta militar. Em Nova York, Maduro deve ser levado para um centro de detenção onde vai aguardar julgamento em um Tribunal Federal. Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, o venezuelano é acusado de 20 crimes, incluindo narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A primeira audiência deve ocorrer já na segunda-feira (5).

O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda (5) para debater as ações dos EUA na Venezuela.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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