A Coreia do Norte se manifestou, na manhã deste domingo (4), sobre a
captura do presidente da Venezuela,
Nicolás Maduro, e de sua esposa,
Cilia. O casal foi levado, nesse sábado (3), por autoridades dos Estados Unidos (EUA) para o centro de detenção em Nova York.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano definiu a ação como a “forma mais grave de violação de soberania”.
“O incidente é mais um exemplo que confirma, claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos EUA”, pontuaram.
Além disso, destacaram que a captura acarreta em uma “consequência catastrófica para a garantia da identidade da estrutura das relações regionais e internacionais”.
Assim como a Coreia do Norte, a
China também repudiou a ação, destacando que é uma “afronta direta à soberania venezuelana”, que coloca em “risco a paz e a segurança regional”.
Prisão de Maduro
A operação dos Estados Unidos que acabou com a prisão de Maduro na Venezuela ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo e dezenas de caças. Até então, as ações estavam concentradas em atacar barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico.
Maduro foi capturado em 47 segundos.
Trump afirmou que os EUA vão governar a
Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.
Sem Maduro, a
vice-presidente Delcy Rodríguez assume interinamente o país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.
Maduro foi levado de avião a Nova York,
onde chegou na noite deste sábado (3) sob forte escolta militar e vai aguardar julgamento em um Tribunal Federal. Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, o venezuelano é acusado de 20 crimes, incluindo narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A primeira audiência deve ocorrer já na segunda-feira (5).
O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda (5) para debater as ações dos EUA na Venezuela.