A modelo Carol Ribeiro, de 43 anos, revelou no fim de março que recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla, uma doença que afeta o sistema nervoso central e que não tem cura. Em entrevista ao Fantástico neste domingo (13) ela contou como foi descobrir a doença.
Carol contou que tinha sintomas sutis, como falhas ao caminhar, confusão mental ao falar, calores repentinos e um cansaço extremo. Ela chegou a ficar 17 dias sem dormir, mas optou por continuar trabalhando e não investigar os sintomas.
Médicos sugeriram que a modelo tinha falta de ferro e até mesmo problemas na tireoide. Ela, então, começou a tomar suplementos. Quando pediu ajuda à ex-modelo e médica Ana Cláudia Michels, percebeu que algo poderia estar errado.
Carol buscou um neurologista que, após uma ressonância magnética, conseguiu fechar o diagnóstico de esclerose múltipla. A modelo relatou que se desesperou com a notícia.
“Chorei muito. O pouco que eu sabia era o que eu tinha visto de algumas pessoas vindo a público falando sobre a esclerose múltipla e o cenário não era nada bom”, contou.
Porém, atualmente, os tratamentos para esclerose evoluíram e permitem que as pessoas diagnosticadas tenham qualidade de vida.
Já em tratamento contra a doença, Carol aconselhou que as pessoas ouçam os sinais que o próprio corpo dá e procurem ajuda.
“Muita gente me disse que nunca começou o tratamento por medo. Quero dizer que é possível viver bem, mas é preciso ouvir o corpo. Parem para se escutar, parem para escutar os recadinhos que o corpo tem”, aconselhou.
O que é esclerose múltipla?
A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória e autoimune que acomete o sistema nervoso central, ‘provocando surtos de desmielinização — processo no qual a bainha de mielina que reveste os neurônios é danificada’, explica o médico neurocirurgião mineiro, membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Felipe Mendes.
Segundo o médico, os sintomas clínicos variam conforme a topografia das lesões, podendo incluir:
- Neurite óptica, com perda visual unilateral dolorosa;
- Parestesias (formigamentos e dormência);
- Fraqueza muscular em membros;
- Ataxia e desequilíbrio;
- Fadiga intensa desproporcional ao esforço;
- Espasticidade;
- Alterações esfincterianas (urinárias e intestinais);
- Comprometimento cognitivo leve a moderado, com dificuldades de atenção, memória e processamento de informações.
A esclerose múltipla acomete predominantemente mulheres, com uma razão aproximada de 2 a 3 mulheres para cada homem. A faixa etária mais comum de início dos sintomas está entre os 20 e 40 anos, período de maior atividade produtiva e social. A prevalência é maior em populações de origem europeia e em regiões de clima temperado.