Impulsionada pela busca por propósito, qualidade de vida e alinhamento de valores, a transição profissional aparece como uma alternativa cada vez mais considerada. Levantamentos de consultorias globais indicam que cerca de sete em cada dez profissionais pensam em mudar de área nos próximos anos, o que revela um movimento consistente no mercado de trabalho.
Os sinais de que algo não vai bem
O desejo de mudar nem sempre surge de forma explícita. Em muitos casos, ele se manifesta por meio de sinais sutis, como esgotamento físico, desmotivação constante e sensação de estagnação. Segundo Renata Livramento, psicóloga e doutora em administração, a insatisfação crônica afeta mais do que o desempenho profissional.
Planejamento como ponto de partida
Para que a transição aconteça de forma segura, o planejamento é um elemento central. Renata destaca que mudar de carreira não significa abandonar experiências anteriores, mas reaproveitar competências adquiridas ao longo do tempo.
Autoconhecimento e saúde mental no centro da decisão
Um dos principais riscos no processo de transição é a falta de autoconhecimento, que pode levar o profissional a repetir padrões de frustração em uma nova área. A especialista reforça que a saúde mental deve ser tratada como prioridade, já que a incerteza faz parte de qualquer recomeço.
Um mercado mais aberto a trajetórias não lineares
Na avaliação da psicóloga, o mercado de trabalho atual passou a valorizar percursos profissionais menos lineares e mais diversos. A capacidade de adaptação e aprendizado contínuo se tornou um diferencial.
Estar disposto a aprender continuamente, ampliar horizontes e explorar novos espaços é, segundo ela, o caminho para manter a relevância e a satisfação pessoal em um cenário em constante transformação.