Dez candidatos disputam a Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições municipais de 2024. Para serem eleitos no próximo dia 6 de outubro, as candidaturas têm investido nas campanhas. Mas você sabe quanto?
O limite de gastos no 1º turno de cada campanha é de R$ 39,5 milhões. Em caso de 2º turno, o valor máximo que um candidato pode gastar é R$ 15,8 milhões.
Os valores foram definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estão disponíveis no Divulgacand, portal em que o TSE tem publicado as informações relativas às candidaturas em todo Brasil.
Os gastos da campanha eleitoral são bancados – quase em sua totalidade – com dinheiro público.
Os candidatos que desrespeitaram os limites de gastos fixados para cada campanha terão de pagar multa equivalente a 100% da quantia que ultrapassar o teto definido, e podem ser enquadrados no crime de abuso de poder econômico.
A Itatiaia consultou a prestação de contas dos candidatos para saber as despesas das campanhas. Confira:
O
atual prefeito, Fuad Noman (PSD), tenta a reeleição com o maior volume de dinheiro disponível. Ele é apoiado por oito partidos e possui R$ 18,4 milhões em receitas e, até o momento, gastou R$ 14,5 milhões na campanha.
Bruno Engler (PL), que compõe coligação entre o PL e o Progressistas, tem R$ 16,1 em investimento, tendo desembolsado, até agora, R$ 10,7 milhões.
O candidato
Mauro Tramonte (Republicanos), apoiado pelo
ex-prefeito Alexandre Kalil (Republicanos) e pelo Partido Novo, tem R$ 9,7 milhões disponíveis para a campanha até o dia 5 de outubro. Por enquanto, ele já gastou R$ 6,2 milhões.
O petista
Rogério Correia, apoiado eleitoral e financeiramente por seis partidos, tem R$ 8,3 milhões em receitas para colocar na campanha, sendo que já gastou R$ 5,6 milhões.
Candidata do PDT à PBH,
Duda Salabert, sem coligação, lançou uma candidatura puro sangue com o
professor Francisco Foureaux. Ela tem disponível R$ 8,5 milhões para investir na campanha, sendo que já gastou cerca de metade do valor: R$ 4,3 milhões.
Gabriel Azevedo (MDB), apoiado pelo PSB, partido do seu candidato a vice na chapa,
Paulo Brant, tem R$ 4,1 milhões para a campanha e até agora gastou cerca de R$ 3,1 milhões nela.
O candidato
Carlos Viana (Podemos), apoiado por outros três partidos, tem disponível R$ 10 milhões para a campanha. Até agora, os gastos de Viana foram de R$ 2,6 milhões.
Wanderson Rocha, do PSTU, sem coligação, poderia gastar até R$ 147 mil com sua campanha, e já gastou R$ 56,4 mil até o momento.
Já
Indira Xavier (UP), teve um gasto de R$ 24 mil em sua campanha, até o momento.
A candidata
Lourdes Francisco (PCO) não declarou nenhuma despesa.
Os dados sobre a prestação de contas dos candidatos foram coletados pela reportagem da Itatiaia nessa quinta-feira (3).
Em relação à concentração das despesas, os candidatos destinam a maior parte do dinheiro, entre outras coisas, para serviços gráficos, de comunicação e audiovisuais e serviços advocatícios.
O primeiro turno das eleições municipais será no dia 6 de outubro, o primeiro domingo do mês. Já o segundo turno, se for o caso, deve ocorrer no último domingo de outubro, no dia 27.
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