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CPI das Pirâmides Financeiras aprova quebra de sigilo bancário de Ronaldinho Gaúcho

CPI também aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do irmão de Ronaldinho Gaúcho, Roberto de Assis Moreira

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras aprovou nesta quarta-feira (27) à tarde a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-esportista Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão e empresário Assis Moreira. Após a aprovação, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deverá entregar à CPI os relatórios de inteligência financeira que contêm os dados bancários e fiscais dos irmãos Ronaldinho e Assis.

O pedido de quebra dos sigilos foi protocolado à mesa diretora da comissão nessa terça-feira (26) pelo próprio relator Ricardo Silva (PSD-SP). Ronaldinho Gaúcho e Assis Moreira são investigados por suposta fraude em pirâmide financeira e marketing multinível a partir do uso de criptomoedas através da 18K Ronaldinho.

Ronaldinho Gaúcho depôs à CPI em agosto

Estrela da Seleção Brasileira e de clubes como Atlético e Flamengo, Ronaldinho Gaúcho compareceu de forma espontânea à CPI das Pirâmides Financeiras após faltar em duas ocasiões anteriores — o que levou, aliás, a um pedido da CPI para que a Polícia Federal (PF) o conduzisse coercitivamente.

No início de suas declarações, o ídolo do Atlético negou envolvimento com a 18K Ronaldinho e afirmou que os proprietários usaram indevidamente sua imagem para negociar moedas digitais em 2019. “Diferente do que está sendo divulgado, não é verdade que sou fundador e sócio da 18K Ronaldinho. Nunca fui sócio da 18K Ronaldinho”, afirmou à época.

O atleta ressaltou que 18K Ronaldinho era uma linha de relógios licenciada pela 18K Watches, uma marca que contratou sua imagem. A empresa de criptomoedas, então, teria usado fotografias do jogador para negociar moedas digitais. “Utilizaram as fotos que eram da propaganda do relógio”, reforçou o ex-jogador. “Mesmo tendo ciência que estavam usando sua imagem, o senhor se calou? O senhor não tomou nenhuma atitude”, perguntou o relator Ricardo Silva. “Vou ficar em silêncio”, respondeu Ronaldinho Gaúcho.

O irmão Assis Moreira apareceu em incontáveis respostas do esportista à CPI das Pirâmides Financeiras. Ronaldinho atribuiu ao irmão — e empresário — a obrigação de ler e assinar seus contratos empresariais. Em depoimento em 24 de agosto, Assis Moreira afirmou à CPI das Pirâmides que conhecia Marcelo Lara, co-fundador da 18K Ronaldinho, e indicou que ele participou de sessões de foto da 18K Watches. “Encontrei algumas vezes em dias de gravação”, afirmou Ronaldinho à CPI.

O ex-jogador declarou que Assis, quando descobriu sobre o uso indevido da imagem, decidiu romper o contrato com a 18K Watches. “Quando meu irmão percebeu que eles estavam usando minha imagem indevidamente, ele cancelou o contrato”, garantiu.

Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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