Em greve desde o dia 14 de fevereiro, o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro) organiza uma caravana para pressionar o governo federal a manter empregos de 1.600 funcionários que correm risco de demissão no processo de privatização do metrô de Belo Horizonte.
O sindicato tenta levar, nesta segunda-feira (27), quatro ônibus com trabalhadores e outros apoiadores do movimento grevista à capital federal. O objetivo é marcar uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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“A intenção nossa é conseguir quatro ônibus em Brasília para levar a categoria e parceiros a uma audiência com Lula para possa nos ouvir e a gente cobrar a promessa de que o metrô não seria privatizado”, afirmou a presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Alda Lúcia Fernandes dos Santos.
A sindicalista afirma, ainda, que outro objetivo é garantir os empregos de 1.600 funcionários da CBTU, que seriam demitidos após a assinatura do contrato de concessão do metrô à iniciativa privada.
“A gente sabe dos contratempos [da greve], mas infelizmente, essa greve é pela manutenção dos 1.600 empregos, para que os trabalhadores da CBTU saibam qual será o seu destino”, completou.
Lula e o metrô de BH
Em uma entrevista à Itatiaia em agosto do ano passado, Lula disse que a concessão do metrô de Belo Horizonte
Para manter o procedimento, o governador Romeu Zema (Novo) articulou pessoalmente com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ainda durante o gabinete de transição, para manter o leilão - que foi realizado e vencido pelo Grupo Comporte.
Na ocasião, Zema agradeceu a Alckmin pelo envolvimento no caso.