Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

Conheça a Mascate Runeria, nova casa do Xeque Mate em BH

Nova unidade da Mascate promete ser polo cultural para público de Belo Horizonte; espaço reúne música, gastronomia e, claro, as tradicionais bebidas dos criadores do queridinho Xeque Mate

Conhecida pela criação do inesquecível Xeque Mate, a Mascate Runeria inaugurou uma terceira unidade em Belo Horizonte. O bar aberto no início de novembro na capital mineira transpõe a marca já conhecida para um casarão histórico no Floresta, na região Leste de BH, e pretende tornar a runeria em point da cena descolada local.

“A Mascate nasceu sendo esse lugar, essa casa do Xeque Mate, veio desse anseio depois de construir o Xeque Mate como a bebida de Belo Horizonte, do jovem e do Carnaval”, contou a arquiteta e sócia da marca, Sarah Fernandes. “Sentimos a necessidade de ter outro espaço, depois do Mercado Novo. Agora, com o amadurecimento da marca, a gente sentiu necessidade de ter um espaço maior”, completou.

O casarão escolhido para a acolher a unidade recém-inaugurada é protegido pelo patrimônio – e um velho conhecido dos mineiros. Localizado na avenida do Contorno, ele abrigou a Pizzaria Giovanni por seis décadas e foi revitalizado para receber a Mascate. “Tem a cara desse resgate cultural que a gente traz, mas também de uma forma jovem, de uma forma descolada, com entretenimento”, conta Sarah.

Se dividindo entre três dos lugares mais populares entre o público jovem na capital, a marca está no Mercado Novo, na Savassi e, agora, no Floresta. “A Mascate tem essa ideia de ser um pólo de centralização cultural pra gente ter trocas intensas e verdadeiras sobre a cultura de Belo Horizonte, sobre entretenimento, diversão, lazer, música, gastronomia e bebidas… Então, a Mascate reúne todos esses elementos aqui”, explicou.

Cardápio de drinks

Não é só de Xeque Mate que vive a Mascate, mas a bebida que é a cara de BH coexiste com outros runs da Mascate e uma série de drinques especiais. “Nossa ideia é trabalhar em cima do Xeque Mate. Queremos trazer sabores novos que vão casar tanto com o rum velha guarda como com o carta branca”, detalha o mixologista Alexandre Santos. “Tentamos trazer uma variedade de drinques mais fortes e mais fracos, para que as pessoas possam aproveitar de tudo”.

A influência para as criações vem de todos lugares e reflete também o cardápio da Cozinha Libre, criado especialmente para a casa. “Algumas coisas casam muito bem, outras nem tanto, então demos essa peneirada e trouxemos o que a gente tem de melhor para o bar, para o cardápio”, conta.

Parte dos drinques saborosos e únicos têm nomes de blocos carnavalescos, como Alcova Libertina, Swing Safado e Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro. “A ideia vem do período longo sem Carnaval”, cita. “A gente tava com essa saudade no coração e precisava de alguma coisa para remeter a essa alegria dos blocos”, completa Alexandre.

Cozinha Libre

Comandado pelos chefs Thiago Peixoto e Isabella Antunes, o menu é recheado de pratos saborosos e cheios de história para contar, e ganhou o título de Cozinha Libre. Misturando ingredientes e preparações baseadas na gastronomia mineira, o menu personifica o personagem do Mascate, um viajante, e também reúne referências mundiais.

“Queremos trazer para Belo Horizonte e para Minas Gerais novas experiências gastronômicas, sair um pouco do convencional”, explica Thiago Peixoto. “Trazemos novidades no paladar, algumas brincadeiras com referências nas nossas próprias histórias, que adquirimos ao longo dos anos. É uma mistura muito louca, mas com bastante coerência”, brinca o chef.

Protagonistas da carta, as bebidas da Mascate também influenciam os pratos. Seja nos molhos, no tempero ou ainda na marinada das carnes, as bebidas são constantes no menu. “Todo o cardápio foi elaborado de acordo com a carta de drinques da casa”, conta. “Hoje em dia a gente tem o rum como a base. É um tipo de bebida muito fácil de aromatizar, e podemos trazer outras referências para ter essa combinação entre drinques e comidas”, completa Peixoto.

Um dos pratos principais e que resume bem a intenção da Cozinha Libre é o cupim com creme de moranga e laranja. Adaptando uma receita alemã, a preparação finalizada com um demi-glace de rum e café, de produção da Mascate, também é influenciada pela cozinha mineira. As sobremesas repetem a tendência e ganham toques alcoólicos. É o caso do sorvete de rum com lascas de rapadura, elaborado em parceria com a Sorveteria São Domingos.

Para além, também brilham as empanadas, servidas em uma versão frita e recheadas com camarão. A receita é inspirada em uma estadia do chef na histórica Paraty, no Rio de Janeiro. Outro ponto alto, agora entre as sobremesas, é o brownie de Nutella com rum mascate e castanhas, combinação imperdível com o sorvete da casa.

(Sob supervisão de Lara Alves)

Maria Clara Lacerda é jornalista formada pela PUC Minas e apaixonada por contar histórias. Na Rádio de Minas desde 2021, é repórter de entretenimento, com foco em cultura pop e gastronomia.


Leia mais