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O resultado no setor foi impulsionado por uma alta de 4,9% na indústria extrativa, ou seja, aquelas que atuam na produção de matérias-primas e commodities. Por outro lado, a indústria da transformação teve uma queda de 0,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço geral foi de 0,4%, enquanto em dezembro de 2025 houve uma queda de 1,2% se comparado a novembro.
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Segundo a pesquisa, as maiores altas do ano foram os resultados do Espiríto Santo (11,6%) e Rio de Janeiro (5,1%), principalmente devido às atividades da indústria extrativa, como óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural. Também houve crescimento em Santa Catarina (3,2%), Goiás (2,4%) e Rio Grande do Sul (2,4%).
Minas Gerais também foi um dos estados com crescimento acima da média nacional, com avanço de 1,3% no acumulado do ano, com destaque para um resultado de 3,1% na indústria extrativa, e uma leve alta de 0,6% na indústria de transformação. No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria teve um crescimento geral de 2%, com destaque para o avanço de 13,3% na transformação.
Na indústria de transformação, sete atividades apresentaram expansão, com destaque para veículos (12,1%), metalurgia (2,1%) e alimentos (1,7%). Entretanto, seis atividades registraram recuo, sendo as com maior impacto: derivados de petróleo e biocombustíveis (-3,5%), materiais elétricos (-14,0%) e minerais não metálicos (-6,2%).
Segundo o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, dezembro foi um mês de espalhamento de taxas negativas, influenciado por uma Selic em 15% ao ano. A taxa de juros em patamares elevados e uma política monetária contracionista ajudam a explicar os resultados, além de dezembro ser um mês no qual diversas plantas industriais aplicam férias coletivas, recaindo em queda no ritmo de produção”, avaliou.
Para a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o resultado local é um contraste com o agregado nacional, evidenciando um desempenho favorável da estrutura produtiva mineira. Segundo a entidade, a política monetária restritiva exerceu pressão sobre segmentos relevantes do setor no estado, com destaque para materiais e equipamentos elétricos e a produção de minerais não metálicos.
“No primeiro caso, a produção de bens duráveis permaneceu condicionada pela desaceleração do consumo das famílias, enquanto, no segundo, o desempenho seguiu limitado pela fraqueza persistente da construção civil no estado, em um ambiente de crédito ainda oneroso. Adicionalmente, a continuidade da retração da safra de cana-de-açúcar em Minas Gerais reforçou os impactos negativos sobre a produção de biocombustíveis”, disse a Fiemg.