Produção industrial de Minas Gerais registra alta em novembro, aponta IBGE

Levantamento divulgado nesta semana indica avanço em parte do país e estabilidade da produção industrial no resultado nacional

Pesquisa do IBGE acompanha o desempenho mensal da indústria nas principais regiões do Brasil

A produção industrial brasileira apresentou desempenho positivo em oito dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em novembro, na comparação com outubro. No resultado nacional, o setor registrou variação nula (0,0%).

Em Minas Gerais, a indústria avançou 0,9% no período, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta semana.

Os maiores crescimentos em novembro foram observados em Mato Grosso (7,2%) e no Espírito Santo (4,4%). Também apresentaram resultados positivos o Paraná (1,1%), Pernambuco (0,9%), Bahia (0,9%), Rio Grande do Sul (0,6%) e a Região Nordeste (0,1%).

Mato Grosso registrou o quarto resultado positivo consecutivo, acumulando alta de 16,9% no período. De acordo com o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, o desempenho foi influenciado principalmente pelo setor de produtos químicos.

Já o Espírito Santo reverteu a queda registrada em outubro, impulsionado pelas atividades de metalurgia e indústrias extrativas.

Entre os recuos, Goiás apresentou a queda mais acentuada em novembro (-6,4%), interrompendo uma sequência de quatro meses de crescimento. Amazonas (-2,8%), Ceará (-2,6%), Rio de Janeiro (-1,9%), Santa Catarina (-0,8%) e Pará (-0,5%) também registraram resultados negativos.

São Paulo, estado com a maior participação na indústria nacional, recuou 0,6% no mês, sob influência das indústrias extrativas e do segmento de derivados do petróleo e biocombustíveis. Segundo o IBGE, esta foi a terceira queda consecutiva da indústria paulista, que acumula perda de 2,9% no período.

Comparação com novembro de 2024

Na comparação com novembro de 2024, a produção industrial nacional recuou 1,2% em novembro de 2025, com nove dos 18 locais pesquisados apresentando queda. O número de dias úteis foi o mesmo nos dois períodos, com 19 dias.

Mato Grosso do Sul (-13,9%) e Pará (-11,6%) registraram os recuos mais intensos, pressionados, respectivamente, pelos setores de derivados do petróleo e biocombustíveis e pelas indústrias extrativas.

Também tiveram desempenho negativo Ceará (-5,0%), São Paulo (-4,7%), Mato Grosso (-4,2%), Maranhão (-4,1%), Amazonas (-3,7%), Rio Grande do Norte (-2,3%), Paraná (-2,2%) e Santa Catarina (-1,4%).

Em sentido oposto, o Espírito Santo apresentou crescimento de 36,8%, o mais elevado entre os locais pesquisados. Segundo Bernardo Almeida, o resultado foi influenciado pela atividade extrativa e por uma base de comparação baixa, já que o setor industrial capixaba havia recuado de forma significativa em novembro do ano anterior.

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Erem Carla é jornalista com formação na Faculdade Dois de Julho, em Salvador. Ao longo da carreira, acumulou passagens por portais como Terra, Yahoo e Estadão. Tem experiência em coberturas de grandes eventos e passagens por diversas editorias, como entretenimento, saúde e política. Também trabalhou com assessoria de imprensa parlamentar e de órgãos de saúde e Justiça. *Na Itatiaia, colabora com a editoria de Indústria.

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