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Vacinação no trabalho: saiba como iniciativa apoia a saúde pública

Investir na imunização de trabalhadores reforça o bem-estar e contribui para metas da Organização Mundial da Saúde

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O balanço parcial do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) registra que em Minas Gerais pouco mais de 740 mil crianças compareceram a um dos 5.500 postos de vacinação espalhados pelo estado, desde o início da Campanha Nacio
A vacinação é considerada uma das ações de saúde de maior impacto na redução da mortalidade da população • Foto: Marcus Ferreira/SES-MG

Quando uma empresa investe na imunização dos seus trabalhadores, ela demonstra um compromisso que vai além do seu contexto de atuação, impactando o bem-estar coletivo. A avaliação é da coordenadora do Núcleo de Imunização do Sesi-MG, Luciana Soares Souza. Para ela, a vacinação corporativa é uma aliada estratégica da saúde pública.

"Além de ajudar a aumentar a cobertura vacinal, protegendo as pessoas da comunidade em que estão inseridas, ao promover a vacinação, essas organizações também apoiam o Programa Nacional de Imunização (PNI)", disse a especialista à Itatiaia.

Impacto na saúde pública

A vacinação é considerada uma das ações de saúde de maior impacto na redução da mortalidade. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a imunização previne de 3,5 a 5 milhões de mortes anuais. Luciana Souza reforça que uma cobertura vacinal ampla diminui a ocorrência de doenças e o risco de agravamento, o que, por consequência, "reduz internações e óbitos".

Contribuição para metas globais

Ao incentivar a imunização, as companhias se engajam no cumprimento de metas internacionais, como o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS 3) da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa "assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar". A iniciativa, de acordo com a coordenadora do Sesi-MG, "reforça o papel da vacinação como uma estratégia para prevenir doenças evitáveis".

Como as empresas podem atuar

Para a especialista do Sesi-MG, as empresas podem facilitar o acesso dos trabalhadores aos imunizantes de diversas formas:

  • Ofertando a vacinação no próprio local de trabalho;
  • Permitindo horários flexíveis para que seus trabalhadores se vacinem nos postos de saúde;
  • Promovendo uma comunicação clara e acessível sobre a importância da imunização.

Entendendo a baixa adesão

A "comunicação clara" citada pela especialista é fundamental para superar a hesitação vacinal. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um guia detalhado sobre o tema.

O relatório, intitulado “Behavioural and social drivers of influenza vaccination: Tools and practical guidance for achieving high uptake” (Fatores comportamentais e sociais da vacinação contra a influenza: Ferramentas e orientação prática para alcançar alta adesão, em tradução livre), publicado em 2025, analisa os fatores que influenciam a decisão das pessoas em se vacinar.

O documento da OMS, suplementar aos guias de COVID-19 e vacinação infantil, visa ajudar gestores de programas a entender as razões da baixa adesão. Os motivos, segundo o estudo, são divididos em quatro domínios:

  • Pensamento e sentimento: A percepção de risco da doença e a confiança na segurança e benefícios da vacina.
  • Processos sociais: Normas sociais e a recomendação de profissionais de saúde.
  • Motivação: A intenção e a disposição para se vacinar.
  • Questões práticas: Barreiras de acesso, custos e a qualidade do serviço.

Compreender esses fatores permite que as empresas ajustem suas campanhas internas para serem mais eficazes, alinhando a estratégia de saúde corporativa à responsabilidade social.

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Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.