Ouvindo...

Metade da população acha que mercado de trabalho vai piorar nos próximos meses

Pesquisa ainda aponta que 18% acham que a situação vai ficar igual e 35% acreditam que vai melhorar

Carteira de trabalho digital

Quase a metade da população brasileira acha que o mercado de trabalho vai piorar nos próximos seis meses.

A indicação é de uma pesquisa realizada pela Latam Pulse que, com relação às expectativas econômicas, apontou que os brasileiros não andam muito otimistas.

O levantamento demonstra que 47% dos entrevistados acreditam nessa piora no próximo semestre.

Outros 18% acham que a situação vai ficar igual e 35% acreditam que vai melhorar.

Leia mais:

Desemprego

No último dia 15, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral apontou que o Brasil alcançou, no segundo trimestre de 2025, o menor número de pessoas desempregadas há mais de um ano já registrado.

O número de trabalhadores (1,913 milhão) em busca de emprego nos meses de abril, maio e junho deste ano é o menor desde 2012, quando começou a série do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O dado representa redução de 21% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando esse contingente somava 2,4 milhões de pessoas.

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais de idade e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Somente é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procura emprego. O IBGE visitou 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Tempos de procura

Os pesquisadores detalharam quatro estratos de tempo em busca de trabalho. Em todas as faixas, houve redução em relação ao mesmo trimestre de 2024:

  • menos de um mês: -16,7%;
  • de um mês a menos de um ano: -10,7%;
  • de um a menos de dois anos: -16,6%;
  • dois anos ou mais: - 23,6%.

No grupo que está em busca por uma vaga de um mês a menos de um ano, o contingente de 3,2 milhões também é o menor já registrado desde 2012 (queda de 18,5% desde então).

No estrato de um ano a menos de dois, os 659 mil desocupados também são o menor contingente da série (queda de 34,8% ante 2012).

O analista da pesquisa, William Kratochwill, aponta que há tendência de queda no percentual de pessoas que estão em uma longa busca por ocupação.

“O mercado está gerando oportunidades que estão absorvendo as muitas pessoas, inclusive aquelas que tinham mais dificuldade de encontrar um posto de trabalho”, diz.

Leia também

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.