As exportações de Minas Gerais para os Estados Unidos tiveram uma queda de quase 8%, maior do que a média brasileira em 2025, ano em que os empresários tiveram que lidar com o
No mesmo período, as exportações brasileiras para os EUA tiveram uma queda de 6,6%, de US$ 40,3 bilhões em 2024, para US$ 37,7 bilhões no ano passado. Mesmo com a retração, os americanos permaneceram como o segundo principal parceiro comercial do estado, atrás apenas da China.
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O impacto das sobretaxas, que somadas chegaram a 50%, se deu sobretudo em produtos industrializados. Segundo o analista de negócios internacionais da Fiemg, Felipe Ramon, três setores afetados concentraram os maiores impactos em 2025.
“As retrações mais significativas ocorreram no setor aeronáutico, nos produtos de aço e na celulose, segmentos que sentiram de forma mais intensa os efeitos das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e a redução da competitividade no mercado, ainda que o aeronáutico e a celulose tenham enfrentado tarifas menores”, explicou.
O setor aeronáutico liderou as perdas no período, com menos US$ 143 milhões, seguido pelos produtos de aço (US$ 96 milhões) e celulose (US$66 milhões), tradicionalmente relevantes na pauta mineira. O café foi o produto mais exportado por Minas Gerais para os Estados Unidos em 2025, com receita de US$ 1,6 bilhão.
Ferro gusa (US$ 992 milhões), ferroligas (US$ 236,8 Mi), transformadores e conversores elétricos (US$ 177,5 Mi), silício (US$ 109,9 Mi) e carne bovina (US$ 102,8 Mi) completam a lista, segundo levantamento da Fiemg.
Relembre o tarifaço
Assim que assumiu o mandato, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 10% básica para quase todos os parceiros comerciais dos americanos, com o objetivo de fortalecer a produção local.
Porém, em julho, o Brasil foi alvo de uma sobretaxa de 40% sobre centenas de produtos importantes da pauta do comércio bilateral, incluindo café, carne e outros produtos do agro e da indústria. Na época, Trump usou como justificativa o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal e decisões do ministro Alexandre de Moraes contra empresas americanas.
O resultado no final do ano foi um