Gasolina e gás vão subir? Saiba o que a Petrobras disse sobre a guerra no Irã

Petróleo dispara 12% no mercado internacional e tráfego marítimo no Estreito de Ormuz despenca 75% após ameaças iranianas

Entenda impacto do conflito

A escalada do conflito militar no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, acendeu o alerta global sobre o preço dos combustíveis. No primeiro dia de mercado futuro após o início das hostilidades, o petróleo do tipo Brent disparou 12%, refletindo o medo de um desabastecimento global.

O ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo. No último sábado (28), a Guarda Revolucionária do Irã emitiu avisos via rádio confirmando o bloqueio e avisando que “nenhum navio pode passar” pela região, o que provoca uma queda de 75% no tráfego marítimo local. É a maior paralisia comercial na área desde a pandemia.

Posicionamento da Petrobras

Apesar do cenário de incerteza internacional, a Petrobras descartou, por ora, riscos de desabastecimento ou interrupções logísticas que possam travar a chegada de derivados ao Brasil.

“A Petrobras possui rotas alternativas à região do conflito, o que dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens. Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas. A Petrobras reforça que não há risco de interrupção das importações e exportações no momento” disse a estatal em nota enviada à Itatiaia.

Pressão nos preços: o que esperar?

Embora a estatal garanta a logística, o mercado financeiro observa de perto a política de preços. Como o petróleo é uma commodity global cotada em dólar, a alta de 12% no barril coloca uma pressão natural sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha (GLP) no Brasil.

Atualmente, a Petrobras utiliza uma estratégia que evita o repasse imediato da volatilidade internacional para o consumidor final, mas especialistas alertam que, se o conflito se prolongar e o Brent se mantiver em patamares elevados, ajustes podem se tornar inevitáveis para manter a saúde financeira da companhia.

A região enfrenta hoje um dos maiores congestionamentos de navios petroleiros da história recente, com centenas de embarcações ancoradas à espera de segurança para navegar. A Petrobras monitora o cenário em tempo real para decidir os próximos passos em relação ao suprimento nacional.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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