Números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados nesta terça-feira (6), revelam que as
O resultado se dá em um contexto afetado por sobretaxas que somadas chegaram a 50%. Assim que assumiu o mandato, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 10% básica para quase todos os parceiros comerciais dos americanos, com o objetivo de fortalecer a produção local.
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Porém, em julho, o Brasil foi alvo de uma sobretaxa de 40% sobre centenas de produtos importantes da pauta do comércio bilateral, incluindo café, carne e outros produtos do agro e da indústria. Na época, Trump usou como justificativa o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal e decisões do ministro Alexandre de Moraes contra empresas americanas.
O resultado no final do ano foi um déficit de US$ 7,5 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos em 2025, após meses consecutivos de resultados ruins. As importações de produtos americanos cresceu 11,3% de janeiro a dezembro, saltando de US$ 40,65 bilhões para US$ 45,25 bilhões.
Em novembro, Trump anunciou a retirada da tarifa adicional de 40% para uma série de produtos, em especial do Agro. A medida fez com que as
“Em relação à questão comercial, o presidente Lula tem um bom relacionamento com o presidente Trump e pode avançar ainda mais. Podemos ter um ganha-ganha, tanto na questão tarifária, como não tarifária, em terras raras, datacenters. Podemos ter a aprovação da Redata [regime especial para centros de dados], que estimula investimentos”, afirmou Alckmin.
China e outros parceiros
Enquanto as vendas para os EUA caem, o embarque de produtos brasileiros para a China cresceu quase 6%, consolidando o gigante asiático como o principal parceiro comercial do Brasil. De janeiro a dezembro de 2025, as exportações cresceram de US$ 94,37 bilhões para US$ 100 bilhões.
A Europa de maneira geral é outra região que teve um crescimento importante na compra de produtos brasileiros, com um avanço de 6,21%. A Itália e o Reino Unido, por exemplo, aumentaram em US$ 0,9 bilhões a compra dos produtos locais, um avanço de 20,4% e 30,5% respectivamente. O Brasil também registrou recorde em 40 mercados, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suiça, Paquistão e Noruega.
No total, as exportações brasileiras bateram recorde de US$ 349 bilhões em 2025, superando em US$ 9 bilhões o recorde de 2023. As importações também bateram recorde, alcançando US$ 280 bilhões, 6,7% maior do que em 2024. Com isso, a corrente comercial somou US$ 629,1 bilhões, enquanto o superávit na balança foi de US$ 68,3 bilhões, terceiro maior da série histórica.
“Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos. O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”, disse Alckmin.