Abono salarial do PIS/Pasep será pago em fevereiro; saiba o calendário

Benefício de um salário mínimo destinado a trabalhadores de baixa renda será pago para 26,9 milhões de pessoas em 2026

Abono salarial será pago primeiro para os trabalhadores que nasceram em janeiro

O calendário de pagamento do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2026 começa neste mês de fevereiro. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a estimativa é pagar R$ 33,5 bilhões do benefício, calculado em um salário mínimo de R$ 1.621,00, para 26,9 milhões de trabalhadores ao longo do ano.

Em janeiro não houve pagamento do abono salarial. Isso ocorre porque o calendário aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), está previsto para 15 de fevereiro para os trabalhadores nascidos em janeiro. Nesse caso, como a data é um domingo, o depósito será efetivado na segunda-feira, dia 16.

O depósito é destinado para os trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público vinculados aos programas há, pelo menos, cinco anos, que tenham recebido no ano-base de 2024 uma remuneração média mensal de R$ 2.766. Para os trabalhadores nascidos em fevereiro, o benefício é pago no dia 15 de março, e assim por diante.

Para saber se está entre os beneficiários, o trabalhador deve consultar o abono salarial pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. O usuário deve atualizar o programa, acessar a aba “benefícios”, selecionar “abono salarial” e clicar em “pagamentos”. Nessa seção, o trabalhador pode verificar o valor, a data e o banco de recebimento.

Veja o calendário de pagamentos em 2026

Nascidos emData de pagamento
Janeiro16 de fevereiro
Fevereiro16 de março
Março e abril15 de abril
Maio e junho15 de maio
Julho e agosto15 de junho
Setembro e outubro15 de julho
Novembro e dezembro15 de agosto

A partir deste ano, passam a valer novas regras do Abono Salarial, de acordo com a Emenda Constitucional nº 135 de 2024, que alterou o critério de renda para o acesso ao benefício. O limite de renda deixará de ser calculado com dois salários mínimos, passando a ser fixado em R$ 2.640 e reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O critério será reduzido gradualmente até atingir 1,5 salário mínimo por volta de 2035.

Isso vai ocorrer porque o salário mínimo agora é corrigido pela inflação mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, o número de beneficiários do PIS/Pasep aumentaria a cada ano, aumentando também os gastos do governo com o benefício.

Segundo o governo, espera-se uma redução gradual no número de beneficiários a partir de 2026, sendo que em 2030, a depender de parâmetros econômicos, cerca de 3 milhões de pessoas devem deixar de receber o benefício. A economia acumulada deve ser de R$ 24,8 bilhões até essa marca.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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