PEC da Segurança: oposição irá ‘trabalhar duro para manter texto da Câmara’, diz líder

Depois de ser modificada no Senado, matéria voltou para as mãos do relator da oposição na Câmara

Deputado federal, Capitão Derrite (PL)

A escolha do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), pelo nome do deputado federal licenciado e secretário de Segurança Pública de São Paulo, Capitão Derrite (PL), para permanecer na relatoria da PEC da Segurança surpreendeu e irritou parlamentares da base de Lula e foi motivo de comemoração na base de Bolsonaro.

Relator mantido
O texto enviado pelo governo e relatado pela oposição foi modificado e aprovado pela Câmara e, na sequência,alterado e aprovado pelo Senado. Como sofreu modificações, a matéria volta para a casa de origem. A esperança da base de Lula era que Motta trocasse o relator por um aliado, o que não aconteceu. A justificativa do presidente da casa é que ele adotou o procedimento de praxe, mantendo a relatoria.

Agora Derrite tem três opções básicas: acatar o texto aprovado no Senado, manter o texto aprovado na Câmara ou mesclar trechos dos dois. Os principais pontos de debate estão relacionados à autonomia da Polícia Federal ou dos estados nas ações contra o crime organizado.

O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL), disse que vai trabalhar para que o texto da Câmara seja mantido. “A liderança da oposição na Câmara dos Deputados irá trabalhar duro para manter o texto da Câmara dos Deputados em detrimento do texto aprovado pelo Senado Federal”, afirmou.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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