Governo discute se Aro assumirá secretaria que era comandada por Eto

Apesar de deputados acharem pouco provável, o nome de Marcelo Aro está na mesa de debate

Secretário da Casa Civil, Marcelo Aro

Depois da queda do Secretário de Governo, Igor Eto (Novo), o Governo de Minas afirma que ainda não tem um nome para assumir a pasta em definitivo, o que causa estranhamento já que o secretário estava na berlinda desde o ano passado e, de repente, deixa o governo sem que haja alguém para ocupar o lugar.

Corda bamba

Inclusive, no início do ano, já se especulava que a saída de Eto era inevitável, mas que ele seria mantido no cargo por um tempo para suportar uma fase de desgastes que o governo poderia sofrer durante a fase inicial da gestão até acomodar a base na Assembleia Legislativa.

O episódio mais crítico de risco de queda, foi quando o PL anunciou que não ficaria na base de Zema, porque Igor Eto, segundo o deputado estadual Cabo Caporezzo, teria oferecido a indicação de um PM para cargo de comando em troca de apoio de bolsonaristas na Assembleia Legislativa.

Cotados

Interinamente, assume o secretário adjunto, Juliano Fisicaro, que fica até o recesso parlamentar. Depois, um nome definitivo deve ser escolhido para a pasta. O nome do secretário da Casa Civil, Marcelo Aro, está na mesa.

Uma outra possibilidade aventada no passado seria o nome do vice-governador Mateus Simões, que tem o contratempo de acumular um desgaste inerente ao cargo. Anteriormente, também chegou a ser cogitado o nome do ex-deputado federal Lucas González, que assumiu um cargo, recentemente, no governo.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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