Representantes da Bahia querem ressarcimento por rompimento de Barragem em Mariana

Reivindicação foi feita durante última reunião do CIF, neste mês, em Belo Horizonte, segundo participantes

Rompimento da Barragem de Mariana

Representantes de áreas localizadas no Estado da Bahia pleiteiam ressarcimento por parte das mineradoras Samarco, Vale e BHP, pelo rompimento da barragem em Mariana em 2015. As reivindicações foram feitas durante reunião do Conselho Interfederativo (CIF), em Belo Horizonte, no último dia 9. O pedido ainda não foi feito no processo. A entrada da Bahia amedronta quem aguarda há anos por reparação. “Se a Bahia entrar não tem repactuação”, afirmou uma das fontes da coluna.

O argumento é que os rejeitos que percorreram o Rio Doce e chegaram ao mar, teriam afetado além do litoral capixaba, o litoral baiano. Um estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro mostrou que o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos altas quantidades metais pesfoi atingido por altas quantidades de metais, sobretudo zinco e cobre.

Novas demandas podem protelar ainda mais o fechamento da repactuação que está sendo debatida há quase dois anos, sob mediação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Atraso

Com a mudança de governo, em âmbito federal, o acordo está sendo revisto. A coordenação por parte do Executivo está sendo feita pelo ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa, ex-governador da Bahia e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), que é o nome defendido pelos prefeitos das cidades atingidas para fazer a coordenação geral dos trabalhos por parte do governo federal.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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