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Após agressões em BH, sobe para 78 número de jornalistas atacados desde as eleições

Segundo a Abraji, maioria dos atos violentos foi cometido por grupos bolsonaristas. O levantamento reúne ocorrências em todo Brasil.

Acampamento na Porta do Quartel em BH

Subiu para 78, nesta sexta-fera (6), o número de jornalistas agredidos no Brasil desde o primeiro turno das eleições (30/10). O levantamento é da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj). Em menos de 24 horas, foram pelo menos quatro vítimas em Belo Horizonte em frente ao acampamento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) na porta do Quartel, na Avenida Raja Gabaglia. Na última última quinta-feira (5), um repórter fotográfico do Jornal Hoje em Dia foi agredido. Nesta sexta (6), profissionais da Band e do Jornal O Tempo.

Segundo o levantamento nacional, as ocorrências dos dois últimos meses são de agressões físicas, ofensas, impedimento de trabalho e assédio digital. De acordo com as entidades, a maioria dos ataques partiu de grupos bolsonaristas mobilizados nas portas de quartéis do Exército. Mais de 60 episódios ocorreram na cobertura dos acampamentos e bloqueios de rodovias.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia e podcaster no “Abrindo o Jogo”. Mestre em ciência política pela UFMG e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi apresentadora e registra no currículo grandes coberturas nacionais, internacionais e exclusivas com autoridades, incluindo vários presidentes da República. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.