La Niña e seguro rural trazem incertezas para o homem do campo
Pelo terceiro ano consecutivo o governo federal mantém o seguro rural sem reajuste, causando insegurança na produção. Confira com Valdir Barbosa.

Seguro rural e La Niña são dois pontos que não podem andar separados na agropecuária e as últimas notícias vão deixando o produtor rural de cabeça quente. O reflexo disso tudo pode entrar rasgando o bolso do consumidor que é a ponta final do mercado.
E a cada ano, mesmo com o Plano Safra robusto anunciado pelo Governo Federal, o seguro vai sendo colocado em terceiro plano.
Dos R$ 4 bilhões pedidos pelo setor produtivo, somente R$ 1 bilhão liberado, e agora rebaixado para R$ 965 milhões. Seria uma decisão que beneficiaria tão somente os pequenos e médios agricultores, que também trabalham de olho na chuva e no sol.
Os grandes não acompanham a lentidão e a burocracia dos bancos para buscar financiamentos do plano safra do governo. Eles buscam finanças privadas e mercado de capitais que até novembro teve uma carteira de títulos maior que R$ 1 trilhão e 200 bilhões de reais e, os pequenos, que se resolvam com a lentidão e exigências cada vez maiores dos bancos.
O boi não espera o pasto crescer, arroz e feijão tem o momento certo de serem plantados, senão a conta do agro não fecha.
Itatiaia agro, Valdir Barbosa.
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



