Efeito Sidônio: Lula diz que escapou da morte 4 vezes e ‘Ainda Está Aqui, Forte, Impávido e Colosso’

No primeiro discurso após mudança do ministro da Secom, Lula cita Hino Nacional e faz referência a filme interpretado por Fernanda Torres

Lula discursou em ato sobre o 8 de janeiro

No Ato do 8 de Janeiro, no Palácio do Planalto, o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que escapou da morte quatro vezes. Fazendo uma analogia com a letra do Hino Nacional, o petista disse que está “Forte, Impávido e Colosso”.

O presidente citou o câncer que teve na garganta, o tombo no banheiro, o episódio do defeito no avião e o suposto plano de assassinato contra ele, investigado pela Polícia Federal.

Ao falar das “ameaças à democracia”, dentre elas a ditadura militar, Lula usou a frase “Ainda estamos aqui”, uma alusão ao filme de Walter Salles, para dizer que o Brasil resiste aos ataques anti-democráticos.

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O presidente disse que só haverá “democracia plena” quando negros, mulheres, indígenas, as diferentes religiões e a população LGBT, estiverem incluídos.

Sobre o estado de saúde, Lula brincou que, após as cirurgias para conter e prevenir sangramentos intracranianos decorrentes do tombo, está com a “cabeça limpa” e, apesar de ter pensado em beber no fim do ano, está desde a internação sem consumir bebida alcoólica.

O discurso de impacto é um reflexo da troca na Secretaria de Comunicação. Às vésperas do 8 de janeiro, Lula substituiu Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira, marqueteiro do presidente.


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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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