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Loggi corta 7% da equipe para maior ‘eficiência operacional’

É o segundo corte na companhia em seis meses, apesar de empresa ter relatado crescimento de 50% em 2022 em relação a 2021

Este é segundo corte da empresa em seis meses

“Aumento da eficiência operacional” e “adaptação ao novo cenário global”. Essas foram as justificativas da startup de logística Loggi para as duas dispensas de trabalhadores ocorridas nos últimos seis meses. A mais recente foi nesta segunda-feira (6), quando 7% da equipe foi desligada. Em agosto de 2022, em outro corte, 15% dos profissionais saíram da empresa.

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Thibaud Lecuyer, CEO da Loggi, destaca que a expectativa de inflação alta reduz o poder de compra das pessoas e o consumo. “A inflação não é algo que se reduz em dois ou três meses, então os clientes e o mercado estão se preparando. Tivemos de enxergar a realidade e nos adaptar”, diz em entrevista ao Estadão. A Loggi entrega pacotes de vendas online.

Segundo a empresa, foi feita uma “avaliação criteriosa de prioridades”. O site Layoffs Brasil, que registra os desligamentos em startups, aponta que houve 250 dispensas nesta segunda e ex-funcionários confirmam o número, mas a Loggi não informa a quantidade de desligamentos. As áreas afetadas incluem tecnologia, marketing, vendas, administração e recursos humanos. Nos dois cortes, foram cerca de 750 dispensados em seis meses.

A companhia informa que os desligados vão receber um pacote de benefícios. Isso inclui três meses de plano de saúde, incluindo filhos, apoio psicológico, serviço de recolocação profissional e flexibilização nas condições de participação de ações da empresa para funcionários que tinham pouco tempo de casa.

A Loggi diz que, em 2022, ganhou participação de mercado e cresceu cerca de 50% em relação a 2021. Levantamento da Folha de S.Paulo indica que houve mais de 1.300 demissões em startups no último ano.