Renê da Silva Nogueira Júnior, 47 anos, assassino confesso do
A polícia indiciou Renê por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil que impossibilitou a defesa da vitima. Ele também responde por ameaça contra a motorista do caminhão da coleta de lixo e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, que pertence a sua esposa
Segundo a PC, a pena máxima para os crimes é de 35 anos.
A investigação também apurou que o assassino fez pesquisas no celular após cometer o crime.
“A versão que ele confessa ter disparado a arma mas que não sabia que tinha cometido homicídio foi desqualificada porque ele teve ciência e pesquisou as consequências no celular”, disse o delegado Evandro Radaelli esclarecendo que o assassino sabia que tinha matado o gari.
“Escutou a Itatiaia”
Além de pesquisar informações sobre o crime no dia em que o cometeu, Renê usou o comando de voz do carro elétrico que dirigia
De acordo com o delegado Evandro Radaelli, a informação foi confirmada a partir de dados fornecidos pela montadora do veículo. “Ele buscou saber as consequências do fato e deu um comando de voz para que o carro sintonizasse na Rádio Itatiaia”, disse.
Entenda o caso
Conforme Boletim de Ocorrência (BO), o crime foi cometido por volta das 9h03 do dia 11 de agosto na rua Modestina de Souza. Laudemir trabalhava na coleta de lixo quando o motorista de um BYD de cor cinza, que seguia no sentido contrário, se irritou, alegando que o veículo atrapalhava o trânsito.
Renê é apontado pela polícia como o motorista. Armado, ele apontou a arma para a motorista do caminhão e ameaçou atirar no rosto dela. Ele seguiu, passou pelo caminhão, desceu do carro com a arma em punho, deixou o carregador cair, recolocou e atirou contra o gari.
A bala atingiu a região das costelas do lado direito, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo. Renê foi preso horas depois, ao chegar à academia.
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