A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) repassou à imprensa, nesta quinta-feira (15), informações sobre a investigação do
Apontado como autor do crime, o marido da vítima,
Fernanda Dantas Garrido Ribeiro, 40, foi
A delegada Iara França, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que as investigações apontaram que o indiciado tinha consciência de suas ações durante o homicídio.
“Ele procurou, de forma consciente, um facão, utilizado em jardinagem, dentro de um depósito da casa da mãe dele. Ele desferiu um golpe tão violento que chegou quase a decepar a cabeça dela, que caiu sobre a mesa”, detalhou.
“Após isso, a família ficou em choque e pensou ter sido um surto. Porém, não temos nenhum laudo comprovando essa suposta questão mental dele”, afirmou a delegada.
Além disso, as investigações apontam que o feminicídio foi premeditado. No dia do crime, ele tratou a vítima de forma diferente e carinhosa, o que surpreendeu familiares.
Controlador
O inquérito policial concluiu que Arthur Henrique era controlador. “Ao longo das investigações, a gente concluiu que, na verdade, a Fernanda, infelizmente assim como muitas mulheres no país, era vítima de violência doméstica há algum tempo”, afirmou a delegada.
Autor e vítima foram casados por 10 anos. A mulher era natural de Cabo Frio (RJ) e não tinha parentes em Belo Horizonte, fator que contribuiu para
O suspeito controlava a mulher financeiramente, sendo que ela era quem bancava os gastos do casal. Além disso, ele a obrigava a fazer videochamadas para verificar se realmente estava no trabalho.
“Todas as pessoas que tiveram conhecimento da Fernanda descrevem ela como uma pessoa muito viva, muito cheia de energia, muito simpática e muito educada, porém que ela esse brilho, essa energia dela estava sendo sugado pelo marido em razão desse controle”, reforçou Iara França.
Relembre o crime
No dia 1º de maio deste ano, Fernanda Dantas Garrido Ribeiro, 40 anos, foi
Arthur Henrique foi interceptado e detido horas após o homicídio em Curvelo, na Região Central de Minas, durante tentativa de fuga na rodovia MG-135.
O assassinato aconteceu durante uma confraternização familiar no feriado do Dia do Trabalhador. O casal morava na pousada, que é de propriedade de parentes do suspeito.
Na tarde do dia do crime, Arthur Henrique se deitou e adormeceu, deixando a companheira conversando com os demais participantes da confraternização.
Horas depois, o homem saiu do quarto e, armado com um facão, partiu para cima da companheira, desferindo diversos golpes em sua nuca e pescoço. Fernanda morreu no local.