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Veja tudo o que se sabe sobre a morte de delegado aposentado queimado vivo em Sete Lagoas (MG)

Ex-policial civil é o principal suspeito do crime; vingança pode ter motivado morte

A Polícia Civil investiga a morte do delegado aposentado Hudson Maldonado Gama, queimado vivo dentro de casa, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. Muitas perguntas sobre o crime ainda não foram respondidas. Mas veja tudo que se sabe sobre o crime até o momento

Quando aconteceu?

De acordo com o registro, nessa quarta-feira (22), o homem chegou na residência, que fica na avenida Irmã Flávia, no bairro CDI II, dizendo que ia fazer uma entrega. “Por volta das 11 horas, um indivíduo interfonou apresentando-se como entregador da farmácia e que teria uma encomenda para o dr. Hudson, que relutou a abrir o portão”, disse o boletim de ocorrência.

A cuidadora da vítima contou à polícia que, ao atender, foi ameaça com os seguintes dizeres: “abre aqui se não vou te matar”. Com medo, ela abriu o portão. Depois, o autor ainda acrescentou: “meu problema não é com você, sai daqui, meu problema é com ele que esta me devendo tem 18 anos.” Nesse momento, a testemunha fugiu para pedir socorro.

O que o criminoso fez?

Após invadir o imóvel, o criminoso ateou fogo no quarto onde estava o policial aposentado.

Hudson estava com a saúde debilitada em função de um AVC, que teve há seis meses, por isso não conseguiu sair e morreu carbonizado. Mas, a causa da morte só será determinada após análise do Instituto Médico Legal (IML).

Na ocasião, a perícia e uma equipe de policiais compareceram ao local para identificar e coletar vestígios. “O corpo da vítima foi encaminhado ao Posto Médico-Legal do município, onde passou por exame de necropsia e, em seguida, foi liberado aos familiares”, disse a PC.

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A motivação

A cuidadora do idoso relatou que o criminoso era um homem de 40 anos, pardo, aproximadamente 1,80 metros, que vestia um possível colete preto com alças e capacete. Nas mãos, ele segurava uma garrafa — possivelmente, cheia de gasolina — e um facão.

Segundo o b.o, a polícia teve acesso às imagens do sistema de monitoramento da casa e, após visualização do vídeo, “alguns policiais alegaram que o autor se parecia muito com o suspeito *, insta informar que o referido suspeito fez parte das fileiras da polícia civil o qual foi excluído há aproximadamente 18 anos.”

Diante disso, policiais mostraram a fotografia do suspeito à testemunha, a qual identificou o suspeito de imediato.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que a suposta motivação do crime seria a exclusão do ex-policial do quadro da instituição por meio de Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Isso porque o suspeito teria “prática de transgressão disciplinar de natureza grave”. A vítima participou do procedimento à época.

Alguém foi preso?

Na manhã desta quinta-feira (23), o suspeito ainda era procurado. “Todos os esforços são empreendidos visando localizar o envolvido”, disse a nota da PC.


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Formou em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é “cria” da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
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