O Carnaval já toma conta de Belo Horizonte, e os blocos de rua entram na reta final de preparação para levar os trios às ruas da capital. Entre manifestações que vão da cultura africana às raízes periféricas, a diversidade marca a folia deste ano em diferentes regiões da cidade.
No bairro Concórdia (Região Nordeste), o Bloco Magia Negra puxa um arrastão que celebra a cultura afromineira. Tradicionalmente realizado na Quarta-feira de Cinzas, o cortejo percorre as ruas da chamada “Pequena África” de Belo Horizonte.
O fundador do bloco, Camilo Gan, explica a proposta.
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“A missão seria um bloco afro. Ele tem um comportamento, principalmente o Magia Negra, de promover uma afrobetização por meio da cultura negra. O arrastão do Magia Negra é um ritual desenhado pelas ruas do Concórdia, que é o território da Pequena África de BH. Sem tambores não tem Carnaval”, afirma.
Neste ano, o arrastão acontece no dia 18 de fevereiro de 2026, com o tema “A criação do mundo por Odoá”, inspirado na cosmologia do povo iorubá, da África Ocidental.
“A gente sempre homenageia referências negras, e este ano estamos homenageando Marco Ribas, mineiro de Pirapora, como exemplo de que somos afroglobais”, completa Camilo.