O bloco Bruta Flor desfilou na manhã deste domingo (1º), no Bairro Floresta, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, levando como tema “Mulheres Vivas” para o carnaval da capital mineira. O cortejo saiu da Rua Aquiles Lobo em direção à Avenida Francisco Sales, próximo com a Avenida do Contorno, reunindo centenas de foliões.
Segundo a coordenadora do núcleo de vozes do bloco, a cantora Luciana Pereira Lourenzi, o grupo é feito para acolher mulheres e pessoas não binárias, abordando pautas diversas pautas do universo feminino. Este é o 11º carnaval de rua do Bruta Flor.
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“Não somos exclusivamente mulheres. Nessa interseccionalidade da vida, nós somos mães, pretas, bissexuais, homossexuais, somos uma diversidade. Nós ocupamos as ruas de Belo Horizonte para trazer uma pauta que infelizmente continua necessária, e nós lutamos para que não precise mais trazer essa pauta. Estamos lutando pelo direito básico de existir”, disse.
Este ano, o bloco se uniu ao coletivo Levante Nacional Mulheres Vivas, criado em 2025 para articular mobilizações, protestos e ações públicas diante do avanço da violência de gênero no Brasil. O cortejo lembrou, por exemplo, o caso da mulher trans Alice Martins Alves, morta no ano passado após ser agredida por dois homens.
Ainda de acordo com Lourenzi, o grupo faz o carnaval com “festa”, mas também “muita luta”. “Esse ano nós escolhemos começar o cortejo trazendo diretamente a mensagem pelas nossas vidas, e a gente segue em clima para festejar a nossa existência”, completou.
Edwiges Leni, integrante do bloco e membro do coletivo Mães pela Liberdade, acompanhou o cortejo no apoio a bateria e acolhimento dos foliões. Ela destaca que o Bruta Flor tem a pegada do feminismo contra o recrudescimento da violência contra a mulher. “Nós somos flores, somos fortes, somos mulheres. Lutamos contra o patriarcado, contra o feminicídio, pela vida das mulheres, nós somos pelas mulheres vivas”, exclamou.