Morte em piscina em SP: academia usava quantidade de cloro para uma semana em um dia

A principal suspeita da Polícia Civil é de que as vítimas foram intoxicadas com cloro

Academia C4 GYM, em São Paulo; uma pessoa morreu e quatro seguem internadas

A academia C4 Gym, onde uma mulher morreu após participar de uma aula de natação, usava a quantidade de cloro que deveria ser aplicada em uma semana na piscina em apenas um dia. A informação é do g1.

Além de Juliana Faustino Basseto, que morreu no sábado (7), outras seis pessoas passaram mal, incluindo o marido dela, que está em estado grave.

A principal suspeita da Polícia Civil é de que as vítimas foram intoxicadas com cloro, algo que será provado apenas com o laudo pericial. Um manobrista era quem limpava a piscina.

A PC investiga se a manipulação inadequada do cloro gerou a liberação de gases tóxicos, imagens de câmeras de segurança mostram uma fumaça branca saindo de um balde que seria jogado na piscina instantes antes da aula.

O manobrista Severino José da Silva informou, em depoimento, que limpava a piscina seguindo as recomendações dos donos da academia. Cezar Augusto Miguelof Terração, Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz, sócios da academia, foram indiciados por homicídio por dolo eventual.

A academia foi interditada, uma vez que não possuía alvará de funcionamento.

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O que diz a Secretaria de Segurança Pública?

Em nota, a SSP informou que a “Polícia Civil aguarda a manifestação da Justiça sobre o pedido de prisão [dos sócios], assim como os laudos periciais do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal”.

Leia na íntegra:

“A Polícia Civil solicitou a prisão temporária dos três proprietários da academia em questão, no inquérito que apura responsabilidades no caso. Os três foram indiciados sob acusação de homicídio com dolo eventual na investigação conduzida no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), na zona leste. A Polícia aguarda agora a manifestação da Justiça sobre o pedido de prisão, assim como os laudos periciais do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal.

O inquérito, que analisa causas e responsabilidades pela morte de uma aluna e problemas de saúde causados a outros alunos na piscina da academia, no último final de semana, já reúne depoimentos de familiares e funcionários, e documentos como a análise preliminar de aparelhos celulares apreendidos em que há mensagens indicando irregularidades no sistema de limpeza e cloração da piscina.”

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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