Manobrista presta depoimento após morte de mulher em piscina de academia em SP

Funcionário é apontado como responsável pelo preparo da mistura química usada na piscina; câmeras registraram movimentação antes do lançamento do produto

O manobrista flagrado manipulando produtos químicos para piscina com cloro adulterado na academia onde uma mulher morreu e outras pessoas foram hospitalizadas prestou depoimento nesta terça-feira (10), no 42º Distrito Policial, na Zona Leste de São Paulo. A informação foi confirmada à CNN Brasil pela Polícia Civil.

O rapaz foi flagrado com um balde que teria sido usado para a piscina. Nos registros das câmeras de segurança é possível ver quando os baldes com os materiais são utilizados.

Segundo relatos de alunos e do gerente da academia à polícia, o manobrista do local é o responsável pelo preparo da mistura química jogada na água.

Imagens de câmeras de segurança mostram momentos anteriores ao lançamento da mistura na piscina. Na ocasião, um homem com o rosto coberto por um pano preto aparece no fundo do local. Não é possível identificar se o manobrista é o rapaz que aparece no vídeo. Segundo apuração da reportagem, ao colocar o produto, o homem percebeu uma reação química e, então, precisou colocar o pano no rosto para não inalar os gases.

Relembre o caso

O caso aconteceu no sábado (7), durante uma aula de natação em uma unidade da academia. Segundo relatos de testemunhas, os alunos perceberam um forte odor químico, seguido de ardência nos olhos, no nariz e nos pulmões, além de episódios de vômito.

A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, chegou a ser socorrida e levada a um hospital em Santo André, mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca. O marido da vítima e outros três alunos também foram encaminhados para atendimento médico, alguns deles em estado grave.

De acordo com o delegado Alexandre Bento, responsável pelo 42º Distrito Policial, os administradores da academia fecharam o estabelecimento e deixaram o local sem comunicar o ocorrido às autoridades. O caso foi registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou a saúde de terceiros.

Mulher e outras cinco pessoas teriam sido vítimas de intoxicação por cloro adulterado

Em nota enviada, a academia lamentou o ocorrido e afirma ter prestado atendimento imediato aos envolvidos. “A direção da Academia C4 GYM lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (07/02), informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas a fim de oferecer todo o suporte”.

O que diz a defesa do suspeito:

Procurada, a defesa do manobrista informou que prestou condolências à família da vítima e reforçou que “só irá se pronunciar oficialmente após o desfecho das investigações”. A advogada Bárbara Bonvizini acrescentou: “Quero ressaltar que temos total interesse em esclarecer os fatos. Meu cliente é apenas um colaborador da academia; ele foi uma ferramenta e agiu sob ordens”.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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