Academia onde mulher morreu após nadar em piscina é pichada em SP: ‘irresponsabilidade’

Registros mostram fachada do estabelecimento completamente vandalizadas após morte de mulher; prefeitura de SP inciou processo de cassação da academia

Imagens registradas na manhã desta terça-feira (10) mostram a fachada da academia C4 Gym vandalizada por pichações após a morte de Juliana Bassetto, vítima de intoxicação no último sábado (7). As mensagens escritas nos muros cobram responsabilidade do estabelecimento, com frases como “a irresponsabilidade de alguns tira a vida de outros”.

A Subprefeitura Vila Prudente iniciou o processo de cassação da licença de funcionamento da academia C4, no bairro Parque São Lucas, zona Leste de São Paulo, por irregularidades no documento, que estava em nome do antigo proprietário. A medida foi tomada nesta segunda-feira (9).

Segundo a prefeitura, além das falhas no documento, o local possuía ainda a existência de dois CNPJs vinculados à atividade exercida no mesmo endereço, a ausência do Auto de Licença de Funcionamento e a constatação de uma situação precária de segurança.

No último sábado (7), Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu e outras quatro pessoas precisaram ser hospitalizadas após uma intoxicação na piscina do local. As vítimas participavam de uma aula de natação na academia.

Segundo relatado por testemunhas, os alunos perceberam um forte odor químico, seguido de ardência nos olhos, no nariz e nos pulmões, além de episódios de vômito.

Juliana chegou a ser socorrida e levada a um hospital em Santo André, mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca. O marido da vítima e outros três alunos também foram encaminhados para atendimento médico, alguns deles em estado grave.

Uma das vítimas, um adolescente de 14 anos, foi hospitalizado com complicações nos pulmões e permanece sob cuidados médicos.

De acordo com o delegado Alexandre Bento, titular do 42º Distrito Policial, os responsáveis pela academia fecharam o estabelecimento e abandonaram o local sem comunicar a polícia. Para que o Instituto de Criminalística e o Corpo de Bombeiros pudessem realizar a perícia, foi necessário arrombar o imóvel.

O caso foi registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde de outrem. A Polícia Civil iniciou diligências para localizar e intimar os proprietários e gerentes da academia, que devem prestar esclarecimentos.

O que diz a academia?

Em nota, a direção da Academia C4 GYM disse que “lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (07/02), informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas a fim de oferecer todo o suporte. Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário”.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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