A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou testes com veículos 100% elétricos sem emissão de poluentes vão substituir as
Para dirigir o veículo, será necessário ter carteira de habilitação para moto. O veículo será disponibilizado por meio do modelo de comodato (empréstimo gratuito).
O prefeito Álvaro Damião afirmou que a medida atende a uma antiga reivindicação e tem como objetivo melhorar a vida dos animais e dos trabalhadores.
“Eu fui um dos vereadores que votou por essa causa e, agora como prefeito, tenho a possibilidade de sancionar a lei e assinar esse decreto. Nossa preocupação sempre foi com os animais, mas também com as pessoas que trabalham utilizando carroças em Belo Horizonte. Queremos que o animal seja preservado, esteja em um ambiente seguro, e que a pessoa que até ontem utilizava o animal para puxar uma carroça tenha conforto e melhores condições”, disse o prefeito, em coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira (10).
Segundo o prefeito, a prefeitura buscou um veículo simples de operar e com custo baixo de manutenção.
“É um veículo prático, tão prático que em poucos minutos eu consegui operar. O custo é mínimo: para rodar 100 quilômetros, o gasto é de cerca de R$ 6 para carregar a bateria. O que nós fizemos é o melhor para o trabalhador também, dando a ele a oportunidade de ter o animal, se quiser, para cuidar em casa, e não mais utilizá-lo como instrumento de carga em Belo Horizonte. Isso a gente não quer mais”, acrescentou.
Para viabilizar a mudança, a prefeitura definiu critérios técnicos e de capacitação. Atualmente, cerca de 500 carroceiros já estão cadastrados no município, e a expectativa é ampliar esse número com um novo cadastro.
O secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Mena Barreto, explicou que será obrigatória a carteira de habilitação para conduzir os veículos.
“Por determinação do prefeito Álvaro Damião, fizemos esse levantamento e, de forma direta, sim: é necessário ter carteira de moto para operar o veículo. Para quem já tem a habilitação, o processo é imediato. Para quem não tem, a prefeitura vai acolher e dar um prazo de um ano para que a pessoa tire a carteira social. Ao final desse período, o trabalhador recebe o veículo da mesma forma”, explicou.
Segundo o secretário, a ideia é garantir que todos sejam incluídos na transição.
“Nós vamos fornecer os meios necessários para quem hoje não consegue tirar a carteira. Essa foi a determinação do prefeito para garantir que o trabalhador participe dessa nova etapa da limpeza urbana da cidade”, concluiu.
O processo de licitação para a compra dos veículos deve avançar nos próximos dias, após a publicação do decreto oficial.
Proibição
A lei que proíbe o uso de veículos de tração animal entrou em vigor, e a fiscalização já começou. A norma, aprovada em 2021, previa o fim das