A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou nesta sexta-feira (20) o
A delegada Larissa Mascotte, da Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual, informou que o inquérito policial foi concluído nesta sexta. O caso ocorreu em 11 de fevereiro, em um estabelecimento localizado no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de BH.
A vítima, de 18 anos, relatou aos investigadores que ela procurou uma clínica de diagnóstico por imagens para realizar um exame na região do abdômen. Durante o procedimento, o médico sugeriu um exame transvaginal.
“Ele teria introduzido dois dedos em suas partes íntimas, sem qualquer aviso prévio ou sem qualquer explicação adequada. E também, em seguida, ele teria exposto seu órgão genital e pedido para que ela praticasse atos libidinosos com ele”, detalhou a delegada.
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O investigado confirmou ter realizado o exame transvaginal na paciente, mas negou ter praticado qualquer ato libidinoso contra a vontade da vítima.
“As declarações contradizem as próprias provas dos autos, tendo em vista que esse exame, embora ele tenha sido feito, não há registros dele na clínica, não há sequer a comunicação prévia desse exame à secretaria da clínica”, afirmou a delegada.
A Itatiaia entrou em contato com a defesa do médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes. O espaço segue aberto caso os advogados queiram se posicionar.
Mãe de vítima desabafa após indiciamento
Em entrevista à Itatiaia, a mãe da vítima desabafou após o indiciamento do médico. “Um alívio e, ao mesmo tempo, o sentimento de uma revolta também”, afirmou.
Segundo a mulher, a filha está “muito triste” e “muito psicologicamente abalada”. “Agora, ela está morrendo de medo de ir ao médico. Ela não quer ir a nenhum médico, nem particular, nem público”, disse.
Saiba como denunciar
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pelo Disque 180, que funciona 24 horas por dia e oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres.