O médico
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que confirmou as informações na manhã desta quinta-feira (12), informou ainda que solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva.
Nessa quarta-feira (11), a jovem denunciou o homem após a realização de um exame endovaginal. Ela contou que procurou o consultório para fazer um ultrassom abdominal, mas o médico informou a necessidade de um segundo procedimento.
Na versão da vítima, o abuso começou após o início desse exame.
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A jovem afirmou que deixou o consultório em estado de choque e pediu ajuda a uma amiga, que acionou a Polícia Militar (PMMG). Os policiais foram até a clínica e prenderam o profissional em flagrante.
A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual. De acordo com a PC, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
Até as 9h50, de acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele ainda não havia dado entrada oficialmente no presídio.
A mãe da vítima, que não será identificada, conversou com a reportagem nessa quarta-feira (11) e mostrou a indignação:
“Espero que ele fique preso. Se não, ele vai fazer mais vítimas, se já não tiver feito. As pessoas ficam com medo de relatar por ele ser médico, ter um dinheirinho a mais, mas eu não tive medo. A gente confia nas pessoas, e a pessoa vai e faz isso. Nunca imaginei isso em um hospital. Hoje em dia não está dando para confiar em ninguém, nem nos médicos”, relatou.
O outro lado
Em entrevista à Itatiaia, o advogado do médico, Jhean Fleicker Egg Gomes, negou que o abuso sexual tenha ocorrido.
“Ele mesmo atendeu mais de 10 pacientes com o mesmo tipo de exame endovaginal, sem problema. Tem várias, ele já é um médico antigo nessa área. Ele aguardou, se ele tivesse alguma coisa de errado, ele não teria aguardado a polícia, ele teria ido embora”, afirmou.
O advogado confirmou a realização dos dois exames. “Ele vai ser taxado como molestador, estuprador, alguma coisa, vai para audiência de custódia e vamos ver se a gente consegue relaxar a prisão, alguma coisa, porque daqui o médico vai para prisão, simplesmente porque ela falou”, continuou.
Conselho de medicina
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG) informou, por meio de nota, que todas as denúncias recebidas, sejam formais ou de ofício, são apuradas conforme as normas do Código de Processo Ético-Profissional. ''Todos os procedimentos abertos correm sob sigilo”, disse.
Consta no site do conselho que o profissional possui inscrição principal regular desde 27 de agosto de 2021 e concluiu a graduação no mesmo ano.
A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e aguarda um posicionamento.