Minas Gerais registrou 988 novos casos de câncer infantojuvenil em 2025, segundo levantamento

No Brasil, foram 11.984 diagnósticos em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, de acordo com dados do DATASUS

EM 2025, Minas Gerais registrou 988 casos de câncer infantojuvenil

Com a proximidade do Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, celebrado neste proximo domingo (15), dados recentes do DATASUS apontam 988 novos casos de câncer infantojuvenil em Minas Gerais em 2025. Em todo o país, foram quase 12 mil diagnósticos no mesmo período.

As informações são do Painel Oncologia Brasil, do Ministério da Saúde, compiladas pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) em janeiro de 2026.

Em Minas Gerais, o número de diagnósticos em 2025 foi menor que o registrado em 2024, quando o estado contabilizou 1.409 casos entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. No cenário nacional, foram 11.984 novos casos em 2025, contra 15.811 em 2024.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer infantojuvenil representa cerca de 3% de todos os casos da doença no Brasil. Ele atinge principalmente as células do sangue e os tecidos de sustentação do corpo.

Tipos mais frequentes e sintomas

Os tipos mais comuns de câncer nessa faixa etária são:

  • Leucemias: cerca de 30% dos casos, com sintomas como palidez, sangramentos e dor óssea.
  • Tumores do sistema nervoso central (SNC): incluindo meduloblastoma, com dores de cabeça, vômitos e tonturas.
  • Linfomas: afetam o sistema linfático.
  • Neuroblastoma: geralmente no abdômen.
  • Sarcomas ósseos e de partes moles: como osteossarcoma e rabdomiossarcoma.
  • Retinoblastoma: tumor ocular mais comum em crianças menores de 5 anos.

Os sintomas podem se confundir com doenças comuns da infância, atrasando o diagnóstico. É importante ficar atento a sinais persistentes como palidez, hematomas ou sangramentos sem causa aparente, dor óssea, caroços indolores, perda de peso inexplicada, febre prolongada, dor de cabeça frequente e vômitos.

Para o pediatra Tiago Dalcin, membro da SOBRASP, a atenção aos sinais é essencial. “É importante investigar sintomas que persistem sem explicação clínica e garantir segurança no cuidado”, afirma.

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A data de 15 de fevereiro reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento adequado, fatores que aumentam as chances de cura e contribuem para a qualidade de vida de crianças e adolescentes.

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Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.

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