Com a proximidade do Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, celebrado neste proximo domingo (15), dados recentes do DATASUS apontam 988 novos casos de câncer infantojuvenil em Minas Gerais em 2025. Em todo o país, foram quase 12 mil diagnósticos no mesmo período.
As informações são do Painel Oncologia Brasil, do Ministério da Saúde, compiladas pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) em janeiro de 2026.
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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer infantojuvenil representa cerca de 3% de todos os casos da doença no Brasil. Ele atinge principalmente as células do sangue e os tecidos de sustentação do corpo.
Tipos mais frequentes e sintomas
Os tipos mais comuns de câncer nessa faixa etária são:
- Leucemias: cerca de 30% dos casos, com sintomas como palidez, sangramentos e dor óssea.
- Tumores do sistema nervoso central (SNC): incluindo meduloblastoma, com dores de cabeça, vômitos e tonturas.
- Linfomas: afetam o sistema linfático.
- Neuroblastoma: geralmente no abdômen.
- Sarcomas ósseos e de partes moles: como osteossarcoma e rabdomiossarcoma.
- Retinoblastoma: tumor ocular mais comum em crianças menores de 5 anos.
Os sintomas podem se confundir com doenças comuns da infância, atrasando o diagnóstico. É importante ficar atento a sinais persistentes como palidez, hematomas ou sangramentos sem causa aparente, dor óssea, caroços indolores, perda de peso inexplicada, febre prolongada, dor de cabeça frequente e vômitos.
Para o pediatra Tiago Dalcin, membro da SOBRASP, a atenção aos sinais é essencial. “É importante investigar sintomas que persistem sem explicação clínica e garantir segurança no cuidado”, afirma.
A data de 15 de fevereiro reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento adequado, fatores que aumentam as chances de cura e contribuem para a qualidade de vida de crianças e adolescentes.