Defesa de médico suspeito de estuprar jovem se manifesta após prisão preventiva

Advogados do profissional destacaram que caso ainda é investigado e que cliente nega as acusações

Eliphas Levi Assumpcao Egg Gomes, suspeito de abusar uma jovem de 18 anos

A defesa do médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, de 32 anos, preso preventivamente suspeito de estuprar uma jovem de 18 anos durante um exame, publicou uma nota neste sábado (14) se manifestando sobre o caso. Os advogados informaram que tiveram uma reunião com o médico na unidade prisional, destacando que se trata de um trabalho técnico e que a prisão preventiva é uma decisão cautelar.

“O processo tramita sob segredo de justiça. Por essa razão, a defesa não adentrará no mérito neste momento. O investigado nega as acusações e a defesa demonstrará sua inocência por todos os meios legais, com a juntada de elementos relevantes no inquérito policial”, disseram.

Os advogados também destacaram o direito do médico à presunção de inocência, contraditório e a ampla defesa. “Seguimos firmes no compromisso com a verdade, a justiça e a liberdade”, completa a nota.

Eliphas Levi passou por uma audiência de custódia nessa sexta-feira (13), quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Ele é suspeito de ter abusado de uma jovem durante uma consulta em uma clínica no Bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A princípio, a jovem foi ao consultório para realizar um exame de imagem, em razão de dores abdominais. Após o exame, segundo a decisão da Justiça, o médico informou que seria necessário realizar um “exame extra” utilizando as próprias mãos, “para ver se achava alguma coisa errada”.

A jovem relatou ter sofrido uma série de abusos. Ela conta que saiu correndo do consultório, e uma amiga acionou a Polícia Militar, que foi até a clínica, e prendeu o profissional. O homem foi levado para a delegacia de plantão especializada em atendimento à mulher, no Barro Preto, onde teve a prisão em flagrante ratificada.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga o caso.

Leia a nota na íntegra

A defesa técnica do médico custodiado informa que esteve com o investigado em entrevista reservada na unidade prisional. Apesar da conversão do flagrante em prisão preventiva, trata-se de decisão cautelar, que não representa condenação ou juizo de culpa. O processo tramita sob segredo de justiça. Por essa razão, a defesa não adentrará no mérito neste momento.

O investigado nega as acusações e a defesa demonstrará sua inocência por todos os meios legais, com a juntada de elementos relevantes no inquérito policial. A Constituição Federal assegura a presunção de inocência, o contraditório e a ampla defesa. Seguimos firmes no compromisso com a verdade, a justiça e a liberdade.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

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